Blog dos Sonhos…

…sim, melhor trocar o nome do blog. Sim, porque ultimamente tudo o que faço é postar minhas últimas peripécias sonhaderescas (neologismo é meu, eu invento o que eu quiser).

Sonho 1: Foto com Stevie Nicks

E quando você se lembra dos seus sonhos no final do dia?

Geralmente eu anoto assim que acordo, mas hoje acordei com a sensação de que sonhei com tanta coisa, mas não conseguia lembrar direito. Mas nem era tanta coisa, era um sonho só, mas foi teve um impacto tão grande que pareceu vários em um só.

Agora eu lembrei, graças a um post da Warner no facebook sobre a reedição do disco divino TUSK, do Fleetwood Mac.

Tava numa festa e me deram um safanão eufórico no ombro: “olha quem tá ali do outro lado”. Era a Stevie Nicks. Todos tirando fotos com ela, eu nao quis invadir o espaço dela. Até que deram espaço pra ela respirar e ela ficou muito perto de mim. Só então aí decidi dar a alegria a ela de tirar uma foto comigERROR

Mentira. Quando fomos tirar a foto, meu celular travou. E não destravava POR NADA. E o sonho acabou sem eu saber se eu tirei ou não uma foto com a Stevie Nicks.

FIM

(Como sempre, sonhos sem finais definidos. Novidade? Não. Nada de novo sob o sol)

Sonho 2: Terminal de Ônibus Depredado com Escada Sinistra

Estava eu indo pegar um ônibus num terminal todo depredado. Pra pegar esse ônibus, eu tinha que descer uma escada bem alta e toda quebrada, estreita e sem corrimão, nem parede na lateral. Qualquer empurrão ou falta de cuidado, você se esborrachava lá embaixo. O medo de descer a escada era sempre visível. Não é de hoje que eu sonho com lugares altos, travessias em locais altos. Vertigo (Um Corpo Que Cai) feelings. Pessoas do meu lado e atrás de mim choravam de medo de descer aquela escada assassina, alta, estreita feita de pedra e sem lateral. Completamente depredada.

(Travessias são sempre tenebrosas. Não tem como chegar num lugar sem passar por outro. Isso é bem óbvio. E o medo, bem, está presente em toda fase da nossa vida. Talvez signifique isso. A vida tem tantas alternativas, universos paralelos e, no final de tudo, a gente se prende a uma só vida. Desanimador.)

Felippe Alves e o The Monio

Outro sonho bizarro (e simbólico, por que não) pra galeria.

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Tenho sonhado com uma criatura mítica em especial. Não um demônio convencional. Já é a segunda vez. Ele é uma espécie de misto: tem cara de idiota, mas ao mesmo tempo tem cara de ser seguro e tal.

Esse demônio só aparece pra mim quando eu passo em frente a uma escola, em especial em frente a uma moita, perto de uma janela antiga, um vitreaux. Ele aparece pra mim, eu tento correr atrás dele dizendo: “você não me assusta, vai procurar o que fazer”.

Nisso ele começa a correr e eu: ” tá correndo por que, seu medroso?! volta aqui!” eu tento matá-lo de várias formas, mas ele nunca morre, ele é meio lesado, um zumbi. Ele acha que me assusta, mas só consigo achar graça dele. É aquele misto de: “você não me assusta” com “tenho medo do que você pode chegar a se tornar”. É muito curioso. Eu não sinto medo dele e sim do que ele pode se tornar.

O sonho só pode ser uma analogia a minha capacidade. Esse demônio, na verdade, sou eu. Eu lutando com ele. Só pode. Porque ele usa uma jaqueta de couro marrom (eu não tenho jaqueta e sim uma blusa de lã marrom, mas soa como uma alusão a minha aspiração pseudo fashion) e anda com certa insegurança, mas eu sinto um cheiro especial nele, cheiro de quem quer assustar. Mas ele não tem perigón suficiente pra isso. Ou seja, eu.

Será que é o termo ” the only person standing in your way is you”, de novo, fazendo total sentido? Esse é o sonho mais complexo que já tive, junto com o do Terminal Ferroviário e o da Cama sobre Rodas.

Cama sobre rodas: Minha cama sobre rodas num percurso que durou 40 segundos, passando por um túnel escuro e parando no exato local onde minha cama se encontra agora.

Preso no Terminal Ferroviário

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Sonhei que eu tava num Hotel que caía dentro de um Terminal Ferroviário. Depois de sair do quarto, eu fui pra um ponto lá dentro pra  esperar o trem. Eu via trens indo e vindo e quando perguntei porque o meu trem demorava tanto a chegar, o funcionário disse: “NINGUÉM SAI DESSE TERMINAL HOJE, só vai poder ir embora amanhã”.

E eu desesperado: “Eu preciso ir embora, meu filho. Ce não tá entendendo bem”

E umas pessoas meio malucas passavam por mim, entravam num trem e iam embora. E o trem que eu esperava passava no trilho vizinho mas, ironicamente, não passava por onde eu estava.

Preso num terminal ferroviário. Bonita analogia a minha vida.⁠⁠

Nossa, como você é seguro de si mesmo –not

Só em sonho mesmo que eu tentava levantar a moral de uma pessoa que, claramente, é super segura na vida real.

“Pegue sua beleza, inteligência e canalize para as coisas boas”, e isso e aquilo, blá blá blá. E eu super seguro e prestativo. Aham, senta lá.

E então essa pessoa citou que Laura Palmer era sua personagem favorita e era em quem ela se espelhava na vida. E eu: “sério? tô lendo pela segunda vez”

Daí, pra chegar a uma estação de trem de um conservatório musical, era preciso pegar o ônibus. O motorista desse ônibus tinha umas fitas que comprometiam a integridade de um policial e então começou a fuga! E nesse caminho, até o trem, fui encontrando pessoas que passaram pela minha vida, amigos, professores…

McLuhan, Off Broadway, conversas e até chegar na estação (imaginária, claro) tive que caminhar por um beco escuro e, finalmente quando entrei no trem,… O sonho acabou. John Lennon curtiu isso. E, provavelmente, você também.

Sonho: A Morte de Ícaro

Meu interesse atual por Mitologia que, por sinal me fez lembrar de algumas coisas que li na infância, se deve a um sonho que tive hoje.

Sonho: A Morte de Ícaro, da Mitologia Grega

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O sonho dele era voar. Suas asas artificiais derreteram sob o sol escaldante e ele caiu no mar. Isso vocês já sabem. O fato é que no sonho eu defendia Ícaro veementemente.

As pessoas diziam que “era muito bem feito”, que ele “era louco” e essa foi “a consequência de sua loucura”. Eu dizia que ele era muito inteligente, sonhador e incompreendido por todos. Nunca teve o apoio de ninguém pra colocar seus sonhos em prática. Mas absolutamente ninguém me ouvia.

E o pior de tudo foi que eu fiquei de dar a notícia do falecimento para os pais dele.

Ultimamente, eu ando sendo o mensageiro das más notícias nos meus sonhos. A pior parte fica sempre pra mim.

Felippe Alves: O Arauto das Tragédias. Não sei lidar.

Obra: A Lamentação Por Ícaro, Herbert James Draper. 1898.

Sonho indecifrável

Visível era o seu medo de altura. Então pra que subir se daria piti pra descer? Todos sabiam da probabilidade do perigo da queda. Além do mais, tudo era uma questão de sorte: os puxadores poderiam enganar quem os segurasse. Do confiante ao mais preocupado.

Tentei de várias formas achar uma explicação pra esse sonho. No sonho, eu cheguei ao topo, acho que de um muro. Bem alto mesmo. Mas devido ao medo de altura, não consegui descer. O medo era doentio, infernal.

Sem querer eu olhava pra baixo, por mais que tentasse não olhar, era em vão. Eu tentava descer de alguma forma e não conseguia. Alguns puxadores que eu segurava poderiam estar soltos. Nem todos estavam, mas poderiam estar. Arriscar a sorte?

Até que alguém me ajudou a descer. Agora… como eu interpretei isso? Metáfora para o sucesso? Teria eu ido tão longe a ponto de não aguentar mais esse frisson todo sobre minha pessoa? Daí eu me toquei: Felippe? Sucesso? Por que será que não tô fazendo stand up ainda, porque olha…

Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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