MÚSICA| CRÍTICA INSTANTÂNEA | Madonna – Rebel Heart

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Sobre o último disco da Madonna, REBEL HEART: me surpreendi. De verdade. No começo torci o nariz. Vocês sabem o quanto eu sou exigente e chato. Antes de sair o álbum, acompanhei bem as notícias e tal. Essa overdose de produtores, achei que ia ser uma bagunça sonora (não que isso seja ruim, BORN THIS WAY é um exemplo positivo de mistura de estilos ligados aos anos 80).

Mas a sonoridade do REBEL HEART tá bem boa. Aliás, a maioria das músicas são MUITO introspectivas, reflexivas. Composição sempre foi o forte da Madonna. Mesmo quando a intenção não é fazer refletir. Nem que seja pra deixar a reflexão de lado e fazer confissões na pista de dança (lema principal dela). Essas composições focam perfeitamente o vocal dela, tá tão singelo, tão sutil. Uma leveza que, indubitavelmente (tava com saudade dessa palavra), reflete na qualidade.

Claro que tem música descartável como Autotune baby e Bitch I’m Madonna (não me diga) – só duas músicas péssimas, parecem que foi feitas pra acompanhar o cenário pop plastificado – mas o resto…realmente maravilhoso. Que sensação engraçada. No começo não dei a mínima e agora AMO.

Heartbreak city, Messiah e Devil Pray são reflexivas. HOLD TIGHT é matadora e ao mesmo tão simples. REBEL HEART (em caps de novo, desculpe a euforia), a faixa título, é tão folk, tem um instrumental MARCHANTE, perfeição de produção. Melhor que o MDNA, de 2012. Destaque pra faixa QUEEN, que produção, que instrumental…Palavras, não acho pra descrever, sinto muito.

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Sem falar no lead single LIVING FOR LOVE, que destrói com aquele som HOUSE ANOS 90 e com Alicia Keys no vocal de apoio, com aquela vibe coral gospel de LIKE A PRAYER. Iconic no começo parece chata, mas a composição, o instrumental imponente com certeza faz a pessoa mudar de idéia. Holy Water nos relembra VOGUE e é tão chiclete (no bom sentido). Veni Vidi Vici é classuda, assim como S.E.X (do assunto ela entende e muito bem, obrigada). Beautiful Scars parece faixa excluída da tracklist do Confessions on a Dance Floor.

Apesar de alguns pontos negativos, essas duas músicas citadas no começo do texto, o disco tá ótimo mesmo. De novo, me surpreendi. Não esperava muito. Cuspi pra cima e caiu na cara. Que venha a REBEL HEART TOUR (se o bolso permitir também, né, porque ninguém é de ferro).

Madonna está um tanto vulnerável (e ousada nos momentos certos) nesse disco. Mas muito firme no que diz. Destaques: Living for Love, Queen, Hold Tight, Rebel Heart, Devil Pray, Holy Water.

Madonna MITANDO no New Music Seminar

Por essas e outras que essa mulher é FODA. No começo da carreira, não tinha medo de expor suas opiniões e nunca (NUNCA) se calar.

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Esse seminário que ela participou (New Music Seminar), em 1984 (estava prestes a lançar o LIKE A VIRGIN, segundo disco de carreira), ela dividiu a bancada com James Brown e John Oates. Eles debatiam a importância do videoclipe e se isso afetava ou não a definição de um músico, digo, ao meu ver, se aparecer num videoclipe era mais importante que a música em si. Abaixo, o vídeo da conferência:

Vou tentar traduzir livremente o debate em poucas palavras:

Madonna: Videos podem ter uma audiência limitada por um lado, mas pelo outro você pode chamar a atenção de pessoas que talvez nunca consigam chegar a ver você performar ao vivo, então isso é um grande avanço *interrompe James Brown”, Desculpe, mas…você sabe que crianças de hoje vivem em frente a TV, então eu acho que é uma grande forma de atingí-los.

John Oates: Eu realmente lamento muito o fato de uma criança crescer ouvindo rádio, o grande legado da música que fazemos, sonhando tocar a guitarra, tocar a bateria e, de repente, ele tem de se tornar um ator (reforçando a idéia de que ele tem que dar vida a uma persona, a um alter ego, ou seja, “teatralizar” demais e isso atrapalhar a essência da performance). Para mim, não faz sentido de forma alguma. Se alguém quiser isso, tudo bem, mas no que me diz respeito, eu sempre quis ser um músico e esse ainda é o meu propósito.

Madonna: Sim, mas então, quanto você canta/toca num palco, você (automaticamente) está atuando (você dá parte – ou a maior parte – de si mesmo à sua persona, à sua presença de palco), isso é uma performance, certo, e então alguém aponta uma câmera em você, qual a diferença nisso tudo?

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ESSA! ESSA RESPOSTA! Não só deu uma boa resposta, como definiu a música pop nos anos que viriam a seguir. É inevitável: música e imagem ANDAM juntos. Doa a quem doer. Michael Jackson curtiu esse post, if you know what I mean. Eles (Brown e Oates) provavelmente pensaram: “quem essa popstar sem talento acha que é, que petulância, blá blá blá”. Mas ela não disse nada mais que a verdade.

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Sempre muito boa com as palavras, sempre com uma resposta na ponta da língua, o atrevimento dela de dizer o que pensa. Interromper James Brown (educadamente, diga-se de passagem, porque estava na vez dela de falar).

É isso que difere Madonna das outras: inteligência, bons argumentos, não dá foras. Por isso conseguiu levar sua carreira tão longe. O próprio Oates reconheceu a razão dela. Esse seminário é, indubitavelmente, um dos momentos mais ÉPICOS da carreira da Madonna. É um desses momentos que a gente assiste e que dá ORGULHO de ver, de presenciar tamanha sensatez.

Atrevimento, sensatez, bom marketing, carisma e, claro, talento. Vida longa à RAINHA! Aprendam, novatas!

“uh oh! chegaram os policiais da arte!”

Sobre a “”””””””””polêmica””””””””””” apresentação do vômito em Swine da Lady Gaga no Festival SXSW Boldstage: má interpretação:: a gente vê por aqui. Swine é uma música sobre estupro, onde a personagem em questão sofre abusos do cenário fonográfico. O tema por si só é desagradável. Não queriam uma performance floreada com lavanda all over the place? Claramente, sdds interpretação. Essa artista inglesa Millie Brown pinta quadros com próprio vômito: leite com corante. Já trabalhou com a Gaga antes. Não sei qual o estardalhaço todo ZZzzzzzZzZ

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Esse “fuck you, pop music” vai ser mal interpretado até umas horas. Ela tá meio puta com a América e ela diz que essa é a arte dela, entendam quem quiser. Ela não tá mais tão acessível quanto as outras cantoras pop da atualidade, onde tudo é fácil de entender. A América tá meio que rejeitando Gaga. Eu li um texto sobre isso. Eles colocam um artista no pedestal e depois param de dar o devido valor. A América põe lá no topo, mas quando ela quer… boicota mesmo. Quando não agrada mais, não tem mais o que fazer.

É como diz no livro FAHRENHEIT 451, de Brad Bradbury (não com as palavras exatas, mas vou tentar reproduzir aqui): as pessoas preferem o mastigado, eles temem tudo que não é de fácil entendimento. Se não entendem um filme, um livro, uma performance, logo julgam. Sempre preferem o convencional, zona de conforto é sempre melhor pra elas. Já dizia Michael Jackson: quanto maior a estrela, maior o alvo.

Essa perseguição aconteceu com gente da véia e vai continuar acontecendo com outros. Normal. Quantos artistas underground dos anos 80 fizeram isso e coisa muito além? O que a Madonna foi criticada até não poder mais com o LIVRO SEX em 1992?

Sempre existiu ARTE PERFORMÁTICA. Não é só cantar e sair do palco, fim. Cada um tem um conceito. Se já foi feito por alguém ou não, não faz diferença. Quantos artistas por aí não utilizam referências de movimentos artísticos e recriam, mesclam eles, e criam algo seu?

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ARTE é um termo subjetivo. Não restrinjam o termo “ARTE” só pro barroco, pro impressionismo, coisas que a gente aprende na escola/faculdade. Cada um expressa sua arte como quer: seja com sangue, vômito, etc. Claro, usando o bom senso. Não que nem banda por aí, por exemplo, que joga até urina em quem assiste o show. Há quem diz que a arte precisa ser sentida, não compreendida. Eu até acho que deva ser compreendida, sim. Mas quem quiser apenas sentir, tem o direito de só sentir.

Fotos: RDT Lady Gaga

STOP THE DRAMA! START THE MUSIC!

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MDNA Tour: Uma jornada das trevas à luz

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Existem shows que nos emocionam. Que só do astro ou estrela aparecer no palco correm aquela (s) lágrima (s). Mas também tem aqueles shows que te deixam estarrecido, apenas. Você não chega a chorar, mas não quer dizer que você não está emocionado ou indiferente. Pelo contrário. São justamente esses que te deixam boquiaberto de admiração. É de um dinamismo tamanho que você não vê o tempo passar. E você (meio que) não liga pro atraso da estrela em questão, ainda por cima.

Caríssimos: a Madonna provocativa, sexy e inteligente dos anos 90 está de volta. É possível perceber elementos da Blonde Ambition e da Girlie Show. Ponto de exclamação. A tão esperada (e recém chegada ao Brasil) MDNA Tour cumpre com maestria o que promete: (quase) duas horas da energia da rainha do pop performando os sucesso de seu último disco de estúdio – MDNA – além dos clássicos mais queridos das três décadas de sua polêmica carreira.

O show, primeiro da MDNA Tour em São Paulo, no estádio do Morumbi, marcado pras 20 horas, teve 2 horas e 20 minutos de atraso. No Rio de Janeiro teve 3 horas. Até que não foi tão mal assim. Quando as luzes se apagaram às 20:20, aquela coisa bateu em todo mundo. Não passou de alarme falso. Entrava o DJ Gui Boratto. Suas batidas hipnóticas não comoveram a galera, que o vaiou em diversos momentos. Enquanto ele fazia o trabalho dele, poderiam aproveitar e arrumar o palco e etc. Mas NÃO. Depois que ele saiu, uma hora depois, ainda ficaram uma hora e tralalá organizando e limpando tudo.

22 horas e 20 minutos. Finalmente as luzes se apagaram. Act of Contrition/Girl Gone Wild abre o bloco “Transgression”. A entrada é impactante: de longe, uma de suas melhores. Além do cenário ser fenomenal. A igreja, os sinos, aquele vibe confessional… É bem dark, bem como o conceito inicial da turnê. A abertura lembra muito o filme “De Olhos Bem Fechados”, de Stanley Kubrick, naquela cena da seita pagã. Muito artístico.

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O primeiro bloco do show é só torcer e sair sangue. É realmente violento. A performance de Revolver arrancou suspiros, mas a de Gang Bang é um show a parte. De longe, a mais teatral do show. Madonna num quarto de hotel, bebendo whisky e atirando contra tudo e contra todos, toda aquele ar “Tarantino” de ser. Aliás, Tarantino ficou de dirigir o clipe – isso é, se virar single, que é o que todo mundo espera. E eis que a introdução com as cordas épicas de Papa Don’t Preach começa a tocar. Delírio define. Aliás, algo interessante nessa turnê a ser ressaltado: grandes clássicos mantiveram seus arranjos originais. Claro, com novos elementos, mas era possível sentir a essência da canção lá, sabe? E ah, teve Madonna na corda bamba (slackline) ao som de Hung Up.

Bloco Prophecy. Depois da interlude de Heartbeat com Best Friend, Madonna aparece com sua roupa de paquita da Xuxa e com sua fanfarra cantando Express Yourself – com o arranjo original. Como é que não vai se empolgar? Sem falar na alfinetada bem humorada a Lady Gaga, onde ela faz um mash-up com Born This Way (devido a semelhança nos arranjos de ambas as canções) e logo depois emenda versos de She’s Not Me, pra fechar com chave de ouro. Epic troll. E as projeções no telão? Mais pop arte impossível. Um dos pontos altos do show, sem sombra de dúvida.

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Give Me All Your Luvin’ teve uma aparição rápida, com soldados de verdade suspensos por uma corda tocando tambor. Para Turn Up The Radio, nada mais oportuno que um rápido mash up de seus sucessos com clipes no telão. O novo arranjo para Open Your Heart soou charmoso. Na versão de estúdio é revoltada e obriga o amante a se declarar. Já nesta versão nova, a voz está mais suave, como se implorasse pra ser amada. Mais uma forma de se reinventar.

E então Madonna resolve conversar um pouco com o público. Ela faz aquele discurso sobre preconceito, as diferenças no mundo, como a diversidade sexual e etc, além de gritar em alto e bom som: “somos uma só alma”. A platéia estava eufórica e realmente esperava que ela cantasse Holiday. Ela lançou um gélido e irônico olhar e disse: NÃO! E logo começou a cantar Masterpiece, a balada que faz parte da trilha do filme dirigido por ela “W.E: Romance do Século”. Na versão do show, o grupo Kalakan faz uma participação especial, assim como no decorrer do show.

O bloco seguinte, Masculine/Feminine, abre com o vídeo interlude classudo a la cabaret de Justify My Love, com cenas provocantes de Madonna em preto e branco. E logo depois, em seu arranjo original, Vogue dá o ar da graça. Uma dos mais belos tributos ao mundo mágico do cinema. A coreografia nova é interessante e lembra, vagamente, a usada na performance do Superbowl. Só que sem as roupas dos gladiadores. Ainda provocante, ela começa a cantar Candy Shop com samples de Ashamed of Myself, de Kelley Polar e, Erotica. E na sequência, dizendo que não se arrepende de nada, Human Nature. Ponto de exclamação de novo.

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E justamente nesse bloco que Madonna exibiu suas habilidades com o português, dizendo palavras como “gostosa” e “caralho”, essa última palavra repetida inúmeras vezes. Só aprender que não tira mais da boca. Esse bloco inteiro soa como um tributo a Girlie Show, sua turnê de 1993 que veio ao Brasil para divulgar o disco Erotica. Não só a esta turnê em questão como em diversos momentos gloriosos do passado. Essa idéia de “retrospectiva” da carreira é bem utilizada nesta era “MDNA”. Não só o disco mas também a turnê bate nesta tecla.

De acordo com a setlist da MDNA Tour ao redor do mundo, esperava-se que Madonna cantasse Like A Virgin e Love Spent. Mas, para a surpresa do público, isso não aconteceu. Havia quem estava esperando a surpresa pro final do show. Mera ilusão. Por favor, reclamando. E com razão. Dizem as más línguas que o motivo do corte das canções foi o atraso do show. Vai saber. Logo em seguida, aparece no telão o maravilhoso vídeo interlude protesto com Nobody Knows Me (mais uma vez, esse lance dos “vídeos protestos”, assim como na Confessions Tour e na Sticky & Sweet Tour). Inicia-se então o bloco derradeiro do show: Redemption, que segue com I’m Addicted e I’m A Sinner, a irmã mais nova de Beautiful Stranger. Neste bloco ela faz uma clara referência ao bullying.

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A música que deveria finalizar o show aparece como “penúltima”: Like A Prayer. Clássica. Plenitude artística. Aquele coral mágico, Madonna se jogando no chão ao som daquele coral mágico. Sem mais. Qualquer palavra a mais anula a magia. E pra finalizar o show, Celebration, com elementos de Give It 2 Me. Sticky & Sweet Tour feelings, é isso, produção? Eis que no meio de tanta coisa boa, outro ponto negativo aparece. Tanta música pra finalizar de verdade e logo Celebration é escolhida? É uma boa faixa? É. Se encaixa no conceito “trevas-luz”? Com certeza. Bem, acho que está perdoada, então.

Apesar de algumas músicas terem o efeito “vocoder” no microfone (como Hung Up, Girl Gone Wild, etc), ela provou que pode sim cantar ao vivo. Não foi uma performance vocal a la Céline Dion, claro. O foco da Madonna não é só o canto e sim a performance de maneira geral. Madonna se arrisca na guitarra, como em outras turnês. Não é uma exímia musicista, como vocês puderam perceber. Questão puramente estética.

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Madonna compartilha conosco, em quase duas horas, sua jornada das trevas à luz. A cada música performada, a iluminação é diferente. O show começa escuro, bem escuro e vai se iluminando gradativamente até que um flash estoura em nossos rostos… Fim. Nada de “bis”. Ela sai correndo em direção ao carro, pro hotel. Com Madonna é assim que funciona.

Veredicto do show: cada centavo muito bem empregado, por favor. A propósito: depois de ver a MDNA Tour, percebo que não perdi nada em 2008 com a vinda da Sticky & Sweet Tour ao Brasil. Não é recalque: é que o conceito desta turnê não é tão grandioso quanto o desta turnê. MDNA: uma jornada das trevas à luz. Como a própria Madonna disse: “É impossível chegar a um lugar sem passar por outro lugar”. Sábias palavras de quem está na ativa há 3 décadas. There’s only one queen and that’s Madonna. Bitch!

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MDNA Tour: EU VOU!

Então… depois do fiasco de tentativa de compra em 2008 pra ir na Sticky & Sweet Tour, este que vos fala finalmente conseguiu (e sem esforço algum) comprar o ingresso pra nova turnê da Madonna, MDNA Tour.

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A turnê vai começar em Tel Aviv, Israel, em 31 de maio. Os ensaios estão a todo vapor. A setlist promete, assim como os números. Depois de pular corda na S&S Tour, ela está aprendendo SLACKLINE, ou seja, vai andar sobre cordas.

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Bem, sem muitas informações no momento. Só rumores. Queria poder postar a setlist oficial da turnê, mas não deram permissão pra divulgar (NOT). Surgiram algumas setlists, mas não sei no que acreditar. Umas convincentes e outras… bem, não dá pra acreditar que alguns clássicos ficaram de fora. Vamos esperar até o dia 4 de dezembro!

MDNA: Realmente viciante como o nome sugere?

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MDNA¹, duodécimo disco de Madonna, é extremamente pessoal. Madonna é sempre pessoal, mas um álbum nunca foi tão aberto quanto este. Um disco pós divórcio (do segundo casamento, com o diretor de cinema escocês Guy Ritchie), comercial (detalhe, afinal ela precisa concorrer com as mesmas artimanhas de ~cantoras~ da atualidade) e, acima de tudo, cheio de autoreferências. Sim, autoreferências. A própria Madonna se revisita, como uma retrospectiva das três décadas de sua carreira.

O álbum consegue soar, ao mesmo tempo de forma original, como o Erotica (Gang Bang lembra a temática de Thief of Hearts), Ray of Light (I’m A Sinner tem uma parte no instrumental que lembra muito a música Ray of Light) e Confessions on a Dance Floor (essa vibe electro/house do disco nos remete a um Confessions mais moderno – quando digo mais moderno, digo que foge da Disco Music 70’s a la Donna Summer).

O MDNA apela pra dramaticidade, coisa que muitas gurias que esfregam suas vulvas nos videoclipes não tem. Uma mistura de revolta, de alegria, de “foda-se”, de diversão. Mesmo que não seja o álbum da década ou o melhor de sua carreira (até porque ele não tem essa pretensão), fica claro que rainha só tem uma. E não me refiro a da Inglaterra.

Madonna não gosta de se repetir, ela mesma já disse isso várias vezes. Porém, pelo bem dos velhos tempos, ela resolveu recrutar o velho amigo de guerra William Orbit. O produtor do Ray of Light acaba trazendo elementos do aclamado disco de 1998 e o resultado é extremamente satisfatório: as guitarras especiais, os sintetizadores, os “bleeps” e etc são marca registrada dele e que só enriquecem a obra. Claro que Madonna gosta do novo, da sonoridade fresca e moderna. Aí que ela chamou o DJ francês Martin Solveig (pra quem não conhece ele, ouça REJECTION e HELLO: vale muito a pena!)

Algumas faixas utilizam o recurso do autotune. Geralmente seria de se reclamar, mas como sabemos como é a voz da Madonna sem esse recurso (vide Evita), esse detalhe passa desapercebido (hello, disco comercial, 2012, abraços). E pode ser facilmente perdoado com a qualidade vocal das faixas Love Spent e Falling Free (melhor performance vocálica do álbum EVER). Soa como Mer Girl, de Ray of Light.

Quanto às faixas detalhadas, vamos analisá-las brevemente. Girl Gone Wild, segundo single, como eu já havia dito, é bem genérica. A primeira ouvida, você pensa: “é boa, mas pro nível Madonna…”. Mas depois de sair o clipe, a temática do álbum, você acaba percebendo que a escolha foi sábia. Inclusive pela introdução com “Act of Contrition”, de uma garota arrependida e que não consegue se livrar do pecado. Confessional. Alguém aqui lembrou da vibe Like A Prayer? *arrepios* Gang Bang *pausa pra respirar* Só uma coisa: INSANNA. Uma das músicas mais originais do disco. Dubstep com vocais graves e revoltados. Um duelo entre o bem e o mal. Madonna compôs essa música com Kill Bill na cabeça, certeza. Tanto que ela declarou na entrevista no programa do Jimmy Fallon que quer que Quentin Tarantino dirija esse vídeo. A vibe do diretor é perfeitamente notável na canção. Única. Sem mais. I’m Addicted soa como Daft Punk, a linha de baixo é maravilhosa. A música é como um vulcão prestes a explodir. Turn Up The Radio é bem comercial e tem tudo pra ser um hit. Mais uma vez Solveig acerta a mão. A introdução é a cara dele, detalhe: é grudenta como chiclete. Give Me All Your Luvin’ nem tem o que falar, né? Cansados de saber. Primeiro single, retrô, 80’s feelings, Martin captou a essência cheerleader de uma forma que… sem comentários. Some Girls é bem europop e o autotune come solto. É uma boa faixa, mas nada de tão especial. Superstar é a faixa mais doce do disco. Quando eu digo “doce”, digo doce num nível Cherish, Love Profusion e até Miles Away. Os backing vocals são de Lola Leon (filha da M). A introdução lembra muito “Hello” do Solveig. A letra faz uma singela homenagem aos astros do cinema como Marlon Brandon, Bruce Lee, John Travolta e James Dean. Agora pára tudo! I Dont Give A é muito particular. Madonna conta seu cotidiano em forma de rap (não víamos um desde American Life em 2003, hein!). Seu casamento, a correria diária, o quanto se esforçou pra manter tudo nos trinques e pra quem reclama, ela não dá a mínima. “Tentei ser uma boa garota, uma boa esposa, me diminuí, tentei me tornar tudo o que você esperava de mim e, se falhei, não dou a mínima”. Nicki Minaj tem uma participação até agradável, mas o melhor está por vir: o final da música conta com um coral crescente a la Tim Burton. Lindo, clássico. De chorar. I’m Sinner tem a produção do Orbit, tem um arranjo bacana com guitarras elétricas e é uma mistura da faixa Ray of Light com Amazing, do álbum “Music”, de 2000. Love Spent abre com banjo (banjo numa faixa dance é bem incomum, huh?) e segue com um instrumental que lembra videogames: é como se você estivesse numa fase do Mario Bros. Curiosidade pros ouvidos espertos: no começo e no meio da música, podemos ouvir elementos subliminaríssimos de Hung Up. Só os fortes entenderão. Sim, amigos: o final do álbum está chegando. Masterpiece faz parte da trilha do filme dirigido por M, “W.E: Romance do Século” e levou o Globo de Ouro de Melhor Canção Original, para a ira de Sir Elton John (risos histéricos). Trata-se de uma comparação da pessoa amada com uma obra de arte exposta num museu. Profundo. Vocais crus e a produção impecável de Mr Orbit. Ah, como ansiava por uma balada da Madonna. Suave, introspectiva. As finalizações de discos da Madonna são sempre reflexivas. Depois de uma rave, vem a reflexão. Sempre. Falling Free encerra, melancolicamente, o disco com os “bleeps” de Orbit, um arranjo lindo de cordas, solo de piano e o vocal mais trabalhado do disco. Madonna sabe cantar. Sinceras saudações para os haters que jogam a desculpa do autotune no ventilador.

MDNA é rápido como um raio de luz (tu rum dum tss). Assim, tem seus momentos house/electropop na primeira parte. Give Me All Your Luvin’, com seu viciante instrumental retrô 80’s, destoa completamente do restante do disco, visto que as primeiras músicas tem um ar electro/house fortíssimo. Mesmo destoando, ela encontra seu lugar ao sol dentre as outras. Se destaca e é uma faixa especial. Isso é um fato.

A primeira ouvida, você faz uma ~poker face~ pro álbum, por ter faixas bem distintas umas das outras. Você pisca e quando vê, já tá na faixa 10/11. E daí, VAPPO: volta pra primeira faixa de novo. Respondendo à pergunta do título: é realmente viciante? Cara, pergunta retórica. Vá ouvir o disco e diga por você mesmo. E quando eu digo isso só pode soar positivo. Acredite.

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Faixas bônus

Pra quem comprou a edição deluxe com um CD extra, tem cinco faixas extras: Beautiful Killer tem uma vibe anos 80 com uma sonoridade moderna. É interessante. Há quem diga que preferia esta no lugar de Masterpiece na versão standard. NÃO! Deixem Masterpiece onde está, putos. I Fucked Up, diferente das demais faixas onde ela culpa o ex-marido pelos problemas, ela assume ter a culpa em alguns momentos. Os vocais estão bem nus, sem autotune por aqui, amiguinhos. Falando em ausência de autotune, a música a seguir não é nem um pouco polida. E encarem isso como um elogio. B-Day Song parece um flashback dos anos 60 e é basicamente uma música comemorativa de aniversário. A letra é boba (claro, é música de aniversário), mas o instrumental é viciante: ótima bateria e o baixo é bem bacana. A faixa é tão crua que parece que nem foi mixada. É muito boa, sério. Os backing vocals da MIA dão o charme. NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA NA GONNA SING MY SONG TONIGHT. Tirar do repeat, como faz? A gente escuta essa música esperando os NA-NA-NA-NAS ansiosamente e eles só aparecem detalhados no final da canção (no teaser de lançamento do álbum, do making of, tem muito mais NA-NA-NA-NAS – o que não é o caso da música finalizada). Best Friend é mais uma música baseada no relacionamento com o ex-marido. O instrumental da música lembra MUITO o de “Pluto” da Björk. E por último, um remix de Give Me All Your Luvin’ feito pela dupla farofeira LMFAO. É, realmente acaba em Best Friend, amigos.

 

¹ MDNA faz alusão a droga MDMA, também conhecida como Ecstasy1

Promo shoot MDNA + Expectativa para lançamento do disco

Saquem só as fotos promocionais do tão aguardado 12º disco de inéditas da Madonna, MDNA! Mert & Marcus é a dupla criativa de fotógrafos por trás do disco e a direção de arte é de Giovanni Bianco, também responsável pelo Confessions on a Dance Floor [2005] e do Hard Candy [2008].

Sabemos da existência do photoshop, mas isso não impede do trabalho ter ficado incrível. E todos sabemos de muitas fotos dela que não passaram pela edição e estão igualmente incríveis. A pele dela está melhor que de muitas novatas por aí.

Então peguem suas piadjenhas de “Santo Photoshop Milagreiro” e enfiem, por obséquio, no meio do olho, pode ser? Atenciosamente –n

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Photoshop é só um detalhe. O corpo dela ainda samba na cara de muitas. Linda, ícone, maravilhosa, referência

/insira aqui mais 45821554242454545454 elogios

Olha, eu ouvi Girl Gone Bad, vi o teaser do vídeo, que por sinal, assista abaixo:

… e até que gostei da música, mesmo achando um pouco genérica. O clipe lembra muito a Madonna clássica de Vogue, Erotica e Human Nature. Isso é bom. Eu espero MUITO do MDNA, sério. Falling Free e Love Spent principalmente. Saudade de ouvir Madonna cantando uma balada, algo mais suave, que fuja um pouco do dance. Pelo que li nas críticas, mesmo tendo momentos dance, tem várias faixas introspectivas e nada dançantes. Sinto que vai quebrar tudo! Mal posso esperar pra ouvir o disco inteiro.

MDNA: Ray of Light com esteróides com toques a la Confessions on a Dance Floor. Merde, já estou esperando demais. Isso não é bom. O tombo pode ser grande, mas… estou disposto a correr o risco. Dia 26 de março: dinheiro na mão, correndo pra loja pra comprar!

“Give Me All Your Love”: resenha do novo single de Madonna + Superbowl

Prelúdio

O texto a seguir é composto de FATOS (sim, tão certo quanto 1 + 1 são 2) e, principalmente, de opiniões. Posso soar como um fã cego da Madonna. Um fã cego de amores de velha data. Se achar que eu estou falando como um fã cego, sinto muito. É a verdade. A carreira dela não deixa mentir. Eu poderia detestar a Madonna com todas as forças, mas minhas palavras continuariam sendo estas. Abraços, passar bem.

Lançamento do clipe de GIVE ME ALL YOUR LUVIN’

O primeiro single do MDNA, Give Me All Your Luvin’, finalmente foi lançado. No dia 2 de fevereiro, saiu 1 minuto do vídeo e no dia 3 saiu o clipe completo, como previsto.

Certo de que teve gente que odiou. Pra valer. Uma das maiores proezas de Madonna é ser igualmente amada e odiada ao mesmo tempo. Amada pelos seus feitos e tabus quebrados e odiada por quem tem inveja de seu sucesso, seu impacto na mídia e, acima de tudo, da força que seu nome tem. Passem os anos que passar. Uma faceta dela incomoda muita gente. As mil e uma facetas incomodam, incomodam, incomodam, incomodam – OH OK PAREI – muito ma-ais.

O lançamento do satírico clipe trouxe outro recorde pra Madonna. Depois de 24 horas do início da pré-venda do disco no iTunes, MDNA alcançou o 1º lugar em 50 países! CINQUENTA países. Period. A coletânea CELEBRATION pegou carona no sucesso do disco e é Top 10 em vendas em  41 países. O single GMAYL não atingiu a mesma marca, mas já é number one em 15 países no iTunes. O clipe já atingiu mais de 3 milhões de visitas no youtube. Poder define.

Sobre o clipe: a produção é fantástica: desde o cenário aos figurinos, edição e fotografia. As ironias e as referências às cantoras pop atuais (vulgo copycats), tanto na letra quanto no visual do vídeo, tem muito senso de humor. Madonna satirizou as cantoras pop atuais pegando um pouco dos elementos de cada uma delas e mostrar que a essência do pop (de maneira geral) é sempre será ela: MADONNA. Ponto. No começo do clipe, ela carrega um carrinho de bebê, que indica que ela é a mãe de todas as wannabes. O penteado, a la anos 70, só a deixou ainda mais linda. O look de preto e o crucifixo no pescoço, elemento presente durante o ano de 1983, o First Album, também só colaborou pro conceito todo. Vou dizer porquê. Ela não teria “plagiado” apenas as cantoras, mas principalmente ela mesma. Alguém aqui lembrou de reinvenção?

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Por falar em plágio, não sabia se ria ou chorava com a opinião das pessoas sobre o clipe. Muitos chegaram a afirmar que Madonna copiou todas as cantoras na cara dura e que perdeu sua essência. “Ai, uma mulher de 54 anos nas costas e se dizer famosa, jogando dessa maneira na cara dos outros”. “Cadê o amadurecimento musical?” Amadurecimento musical de cool é rowland. Existem momentos reflexivos e de diversão em determinada carreira. Essa cagação de regra de “ai, como tá velha, já deveria saber a hora de pendurar as chuteiras” e etc é tudo papo de gente preconceituosa. Já dizia aquela velha comunidade do orkut: “O problema em ser irônico é que quando não entendem a piada, o idiota é você”. Criticam porque não entenderam o verdadeiro conceito do clipe e da música em si. Tenha pena. Porque eu e a torcida do Flamengo temos.

Chegaram a falar que ela plagiou a Kylie Minogue no clipe de All The Lovers, naquela cena onde a Kylie é colocada no pedestal em cima de muitas pessoas… Aquela cena foi inspirada do clipe de Material Girl, de 1984, que Madonna se inspirou em Marilyn Monroe no filme “Os Homens Preferem as Loiras”. Quem quiser acreditar, bem. Quem não, look it up on Google. Inspirações sempre existiram. Sempre bebem da mesma fonte. Qual a novidade? Madonna não inventou a roda, sabemos. Acontece que pessoas são venenosas e a inveja come solta. Não perdem a chance de criticar. Ainda mais quem não entende de nada do que está acontecendo. Quando vê, o nome já caiu em boca de Matilde há séculos.

Como foi dito lá em cima, o sucesso incomoda. Os fãs de Lady Gaga deram vários dislikes no vídeo de GMAYL no youtube, só pra causar. Comentários hediondos e invejosos tomaram conta da tarde de sexta-feira 03, dia do lançamento do clipe. Gaga é incrível, mas os fãs dela acham que o mundo gira em torno do umbigo monster dela e não é assim. Falta semancol pra todos eles.

Ambas as cantoras estão cansadas com as comparações. Que cantora pop não se inspira em Madonna atualmente? No início da carreira de Lady Gaga, Madonna a elogiava e dizia que via muito dela na nova cantora (novidade, cadê-la?). De uma maneira positiva, claro. Mas foi passando o tempo, todo mundo perguntava pra Madonna se ela se sentia ameaçada com o sucesso de Gaga. Às vezes focavam mais nas perguntas sobre Gaga do que nas da carreira dela. Então, ela explodiu: “Lady WHO?”. Aquilo foi só o começo.

Numa entrevista de TV norte-americana, a repórter falou sobre a semelhança rítmica de Born This Way com o sucesso Express Yourself e perguntou o que Madonna achava. Ela respondeu: “Redutiva”. Em outras palavras: uma versão simplificada de Express Yourself. A forma que Lady Gaga defende com unhas e dentes a causa gay também é um fator em comum com a carreira da Madonna. O que antes eram elogios, agora não passam de farpas. E a culpada é a imprensa. Por alimentar tanto essas comparações.

Em suma: GMAYL sambou e é só uma introdução da bem sucedida era MDNA. Com ou sem sucessos nos charts, ela ainda rouba os holofotes. Ela não precisa provar mais nada pra ninguém. Seu nome já está cravejado em swarovski no legado da música *lixa LEVEL HARD*

Sobre o Superbowl

Hoje teve o Superbowl. Mas quem ligou para o jogo entre os New England Patriots e o New York Giants. Só se importaram com uma GIANT em especial. People were ready to give all their luvin’ and took a bow to que Queen. The night was young and the show was coming! Horas de ensaio e pouquíssimo tempo para montar o palco. O nervosismo de Madonna era certo. Ela nunca havia se apresentado num evento como o Superbowl. Quando se trata da própria turnê é uma coisa. Mas um evento corrido como este, a tensão é certa.

Quanto ao show, que meu tempo na lan house do tédio está acabando: Madonna usou como tema para o pocket show o tema GLADIADORES. O figurino lembrou muito a turnê LES FOLIES da Kylie Minogue. Kylie usou o tema Grécia antiga e Mitologia Grega na turnê. Madonna só usou o tema Gladiadores mesmo. Ela abriu o show com Vogue. Performance de tirar o chapéu. Sem falar nas incríveis projeções holográficas das grandes estrelas de cinema citadas na música. Em Music, a dupla LMFAO se juntou à Madonna num medley com o hit deles PARTY ROCK ANTHEM. Depois um instrumental com “trocentos” tambores sendo tocados por soldados ingleses com um mini medley de Open Your Heart com Express Yourself. Lindo. Nicki Minaj e M.I.A se juntaram com Madge, junto com “trocentas” cheerleaders para o número de GMAYL. O playback comeu solto. Assim como em Music. Mas pra compensar e fechar com chave de ouro, Madonna se juntou ao Cee Lo Green e cantou, AO VIVO, Like A Prayer. E foi engolida pelo palco, como numa cena de exorcismo. Depois apareceu um conjunto de luzes que formaram a seguinte frase: WORLD PEACE. Miss Simpatia feelings MOR, né?

O mundo parou pra ver Madonna arrasar no Superbowl. Confira abaixo as fotos do evento.

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Divulgada capa de GIVE ME ALL YOUR LUVIN’, novo single de Madonna e informações novo disco

Prelúdio

Look do THE FIRST ALBUM: Vai sambar!Toda época de pré-lançamento de disco da Madonna é aquele frio na barriga, aquela ansiedade. Notícias que pipocam na rede sobre produtores, possíveis letras, títulos mil para o disco, etc. Afinal são 4 anos sem um disco de inéditas de Mrs Ciccone. Essa espera mata a gente, mas nada paga o frio na barriga. Agora que a gente já tem todas as informações necessárias, a expectativa para o lançamento do 1º single e do disco cresce compulsivamente.

Mas ok… foco, Felippe Alves. F-O-C-O

Neste domingo foi liberada na internet a capa do novo single de Madonna, Give Me All Your Luvin’, primeiro single do próximo álbum de inéditas dela, o M.D.N.A. As informações são do site Madonnarama. A capa, em preto e branco, mostra o look que ela vai usar na divulgação do álbum e, provavelmente, nas fotos da arte gráfica. São 3 Madonnas: Give Me: Uma atitude sexy, fatal. All Your: Provocante. Luvin’: Romântica. Mais uma vez lidando com o lado devassa e de virgem (cof cof). Confira abaixo:

Madonna vai apresentar o novo single durante o Superbowl, o evento esportivo mais visto da TV americana (e do planeta). É a primeira vez que ela se apresenta durante o evento, que vai acontecer no dia 5 de fevereiro. O single digital e físico vai sair dois dias antes, pra coincidir com a data. A música conta com a participação de M.I.A e Nicki Minaj. A apresentação de Madonna no Superbowl também vai contar com a presença de Cee Lo Green e, segundo dizem por aí, da dupla LMFAO.

Sobre o novo álbum. Foi comunicado também neste domingo as informações de lançamento do M.D.N.A. O lançamento do single em todas as rádios e download digital será dia 03 de fevereiro. O clipe da música foi dirigido pelo time Megaforce e tem como tema o futebol americano e líderes de torcida (a notar pela soletração, característica típica das cheerleaders).

Dia 26 de março é o lançamento do M.D.N.A, cujas produções são de Martin Solveig e William Orbit (parceiro de longa data da rainha do pop, produtor do disco Ray of Light). Nas palavras de Madonna, Orbit produziu as faixas mais introspectivas do álbum e Solveig as mais alegres e divertidas.

[ATUALIZAÇÃO] EXTRA! EXTRA! EXTRA! CAPA E TRACKLIST DIVULGADAS!

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1. Girls Gone Wild
2. Gang Bang
3. I’m Addicted
4. Some Girls
5. I Don’t Give A
6. Turn Up the Radio
7. Give Me All Your Luvin’
8. B-day Song
9. Superstar
10. I’m a Sinner
11. Masterpiece
12. Falling Free
13. Love Spent
14. I Fucked Up
15. Beautiful Killer

Sinceramente? Achei KYLIE MINOGUE feelings. Esse efeito espelhado de vitrô de Itaquera (como disse Cleycianne, diva do senhor) está bem brega, mas confesso que gostei da capa. Vai demorar um pouco pra digerir. Confesso que eu esperava algo mais clean, algo não muito luxuoso. Mas lembrei que estamos falando de Madonna, então… Jurei que a capa do disco seria semelhantíssima a do single: o mesmo look, simples, P&B, e tudo mais… Enfim, eu curti o jogo de cores e, acima de tudo, a tipografia. Giovanni Bianco acerta a mão novamente. Mas acho que igual a capa do Confessions on a Dance Floor… Bianco não fará igual, abs. Solveig produziu 6 músicas do disco e postou no twitter pessoal dele o nome de 3:

  • Give Me All Your Luvin’ (primeiro single)
  • Birthday Song (dueto com M.I.A) /// pelo vídeo divulgado, é bem chiclete e eu gostei do instrumental: ansioso pra ouvir inteira…
  • Turn Up The Radio (título comercial demais)

O site Madonna Online também postou as faixas produzidas por William Orbit:

  • Masterpiece (Vencedora do Globo de Ouro por Melhor Canção Original) /// SUCK IT, ELTON JOHN! (vocês verão a seguir)
  • Bang Bang (Seria essa a filha da canção Revolver? Pelo menos nenhum sinal de rapper! Thank God. Só falta a Nicki Minaj fazer o papel do Lil Wayne nessa…
  • Girls Gone Wild (Já falei, tô achando esses títulos muito comerciais… mas vou parar de ficar imaginando o “peor” /chiquinha feelings)
  • Love Spent (Gostei desse título. Me pareceu promissor)
  • Beautiful Killer (Parece título de alguma música do Marilyn Manson, tipo Beautiful People. Só eu gostaria de ver uma Madonna com um visual dark, com as madeixas negras e uma pegada mais rock, tipo Fighter da Xtina?)

[/FIM DA ATUALIZAÇÃO]

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Ah! Elton John ataca novamente. Desde que perdeu a estatueta de Melhor Canção Original no Globo de Ouro deste ano para Madonna (a canção Masterpiece, da trilha de W.E, filme dirigido por ela, e que concorre ao Oscar de Melhor Figurino), ele está alfinetando ela. Saquem só esta. Numa entrevista recente, o repórter perguntou para ele se ele tinha alguma dica pra Madonna em sua apresentação no Superbowl. Ele respondeu: “Que faça um bom playback!”

Elton, você é um excelente músico e um cantor excepcional, mas por favor: DEAL WITH IT. Madonna é tão ícone quanto você. Aguente o fato dela te vencer em vendas de discos, turnês, troféus. Todos sabem que ela canta ao vivo nas performances. Quanta amargura. E não é de hoje que ele critica Madonna. Estranho, porque ela sempre o admirou. É curioso isso.

O que importa é que estamos ansiosos para o clipe e, principalmente para o álbum (a edição deluxe do iTunes terá 18 – DEZOITO – faixas, como lidar?). São muitas informações. Eu sei que falta pouco, mas … março, chegue logo!

Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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