Felippe Alves e o The Monio

Outro sonho bizarro (e simbólico, por que não) pra galeria.

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Tenho sonhado com uma criatura mítica em especial. Não um demônio convencional. Já é a segunda vez. Ele é uma espécie de misto: tem cara de idiota, mas ao mesmo tempo tem cara de ser seguro e tal.

Esse demônio só aparece pra mim quando eu passo em frente a uma escola, em especial em frente a uma moita, perto de uma janela antiga, um vitreaux. Ele aparece pra mim, eu tento correr atrás dele dizendo: “você não me assusta, vai procurar o que fazer”.

Nisso ele começa a correr e eu: ” tá correndo por que, seu medroso?! volta aqui!” eu tento matá-lo de várias formas, mas ele nunca morre, ele é meio lesado, um zumbi. Ele acha que me assusta, mas só consigo achar graça dele. É aquele misto de: “você não me assusta” com “tenho medo do que você pode chegar a se tornar”. É muito curioso. Eu não sinto medo dele e sim do que ele pode se tornar.

O sonho só pode ser uma analogia a minha capacidade. Esse demônio, na verdade, sou eu. Eu lutando com ele. Só pode. Porque ele usa uma jaqueta de couro marrom (eu não tenho jaqueta e sim uma blusa de lã marrom, mas soa como uma alusão a minha aspiração pseudo fashion) e anda com certa insegurança, mas eu sinto um cheiro especial nele, cheiro de quem quer assustar. Mas ele não tem perigón suficiente pra isso. Ou seja, eu.

Será que é o termo ” the only person standing in your way is you”, de novo, fazendo total sentido? Esse é o sonho mais complexo que já tive, junto com o do Terminal Ferroviário e o da Cama sobre Rodas.

Cama sobre rodas: Minha cama sobre rodas num percurso que durou 40 segundos, passando por um túnel escuro e parando no exato local onde minha cama se encontra agora.

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O Mágico de Oz | Impressões (Pessimistas) da Obra de L. Frank Baum

Sobre este calor infernal que anda fazendo, antes de começar minhas reflexões “Ozzianas” para dizer que minha triste sina é, definitivamente, morrer derretido assim como a Bruxa Má do Oeste. Antes derretido do que me cair a casa de uma menina boboca em cima. Aliás, o calor me deixa lesado, mas ao mesmo tempo me faz pensar. Definitivamente, depois de muitos anos de reflexão e dramas na vida, chego a conclusão de que já tenho infortúnios suficientes para estrelar um futuro filme do Lars Von Trier.

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Estava a refletir sobre o Mágico de Oz. Quando Dorothy, o Lenhador de Lata, o Espantalho e o Leão Covarde chegam na esplendorosa Cidade das Esmeraldas, eles precisam colocar óculos pra não se cegar com o brilho da cidade, toda cravejada com cristais Swarovski.

Se isso não é ostentação, então eu não sei o que é. Aliás, a pessoa não consegue tirar os óculos quando querem, porque estão trancados aos olhos de quem está na cidade swaroveska. Ou seja, nem liberdade fashion a pessoa tem.

Se devemos culpar alguém por toda essa ostentação desenfreada, esse alguém é Oz. Pra que esse brilho todo? A gente já sabe das suas posses, dotes e riquezas.

Além de ostentador, Oz era um tremendo de um picareta. Se vangloriava dizendo que era grande e poderoso, mas não passava de um ventríloquo falido demitido pelo circo do bairro. Tava mais pra Mestre dos Magos mesmo. Os óculos 4D verdes eram só pra dar a impressão de que tudo era swarovski, mas na verdade não passava de concreto cinzento e morto.

Prometeu o mundo pr’aqueles pobres diabos na condição de eles derrotarem a Bruxa Má do Oeste. Eles derrotaram a velha carcomida e ainda ganharam presentes imaginários (a esperança, a inteligência e a coragem sempre estiveram dentro de você: tudo que precisamos já está dentro de nós mesmos), pff, me poupe, meu querido. A quem o senhor quer enganar? Aqueles pobres demônios, sim, mas não a mim, com licença.

Desmascarado publicamente, prometeu levar a boboca da Dorothy de balão (pelamor, nem ar quente tinha) pro Kansas, mas teriam que atravessar o deserto e se o ar do balão esfriasse, ela ia cair no deserto e morrer congelada, já que à noite as temperaturas caem drasticamente. Mas até nisso a desgraçada foi ludibriada.

Oz acabou fugindo de balão de seu reino sozinho e deixando o Espantalho como responsável pela Cidade das Esmeraldas, consequentemente cheio de dívidas pra pagar. Pelo menos agora ele tem um “cérebro” e pode cuidar das finanças. sdds Kansas, sdds esperança na vida.

Quando o Leão vai cobrar a coragem que Oz prometeu, o fajutão dá uma “bebida” verde pra ele. “Beba”, disse Oz para o Leão, e continuou: “Bem, se estivesse dentro de você, seria a sua coragem. Você sabe, é claro, que a coragem está sempre dentro das pessoas, e então isto só pode ser chamado de coragem depois que você engolir. E por isso deve beber tudo o quanto antes”.

Depois, longe do Mágico, o Leão viu o frasco e leu: Sagatiba. Álcool e coragem: seria um pleonasmo?

Pra finalizar, uma pergunta que cabe a você, leitor, responder. Algo no ar. O Leão, o Espantalho e o Homem de lata “conseguiram” o que queriam. Menos Dorothy (hipoteticamente). Digamos que neste final alternativo ela não tenha conseguido voltar pra casa: o que teria acontecido com ela?

A) Manicômio? B) Sabotado o governo do Espantalho pra roubar seu lugar? C) Descobrir que seus tios não sobreviveram ao ciclope e logo em seguida teria sucumbido ao suicídio?

“Não há lugar como o nosso lar”. Que lar, Dorothy? Que lar?

 

Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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