Bom Humor Vespertino: Não Se Acostumem

12239711_1234523886573279_4114600514164867918_nApesar do calor infernal, a temperatura amenizou, assim como meu humor.

Subitamente, algumas nuvens colocaram o sol em seu devido lugar, alegando que a acabou a palhaçada ®

Sim, porque se as nuvens se dissipassem por completo, como a maioria dos poetas atribuem a este fato um sentido lindo (vai entender), significa que o sol reapareceria todo luminoso e narcisista. QUE DIABOS, não é mesmo?

Eis que o vento começou o seu cochicho convidativo me chamando pra tomar um café, tomar “um ar”. Aceitei o convite, porque não sou palhaço ®

Quando eu estou radiante – Marie Curie feelings – e bem humorado, diga-se de passagem, as pessoas ao meu redor é que estão mal humoradas.

Por que não aproveitam este Felippe Alves nesse estado tão raro. Quando eu sou bruxo, reclamam. Quando sou compreensivo, atencioso, além de reclamarem, não dão a mínima. Depois não digam que não foram avisados.

13 Curiosidades sobre Felippe Alves

Fui advertido por Lucas Rigaud (um amigo muito louco) de que a Emily apareceria no meu quarto às 06:06:06 da manhã para levar minha alma (alma? que alma? -not) e jogar minha carcaça aos urubus caso eu não desse 13 (treze!!!) curiosidades sobre mim. E como eu não ando amarelando com listas (sejam frutos de correntes malignas ou não), eis aqui minhas treze curiosidades. Duvido que vão ler até o final.

auto-retrato (edit)

1 – Sou rancoroso. Não esqueço fácil das coisas. Inclusive de (maus) momentos bem antigos na escola (fundamental, médio). Me fizeram quem eu sou hoje. Dizem que remoo demais as coisas, mas não posso evitar. Eu lembro. O que nos leva ao item 2.

2 – Sou uma esponja: absorvo bons momentos na mesma intensidade que os maus.

3 – Minha memória é elefântica. Lembro de coisas que jamais imaginaria lembrar. Desde a infância mesmo. Algumas vergonhosas demais para serem descritas.

4 – Tenho células suicidas. Claro, elas se renovam (são substituídas, aham, que desculpa) a cada dia. Mas a verdade é que nem elas me suportam. Por isso são assim nomeadas

5 – Levo muito a sério meu gosto musical. Parte do meu metabolismo. Sem música, acho que não seria o mesmo. Tanto que tento desenvolver um bom ouvido musical e algum talento musical. No momento, frustração define. Mas acredito que, algum dia da minha vida, serei agraciado com algum talento que hei de desenvolver.

6 – Não sei lidar com muitas coisas. Aliás, uma das características que pouca gente suporta e muitos não aguentam.

7 – Não consigo mais discernir o real do fantasioso. Essa característica minha me persegue em qualquer assunto que eu tente desenvolver. Inevitável.

8 – Sonho com coisas que já aconteceram e que não me dei conta quando acordado. Logo, dá pra perceber que meu sono é mais proveitoso que meu estado “desperto”.

9 – Compro muitos livros. Posso demorar décadas pra ler, mas sempre tenho o que ler. Livros que comprei há 5 meses, só fui tirar do plástico semana passada. Eu sei que ainda vou ler. O importante é ter livros. Não tenho dó de gastar. A celulose, o cheiro do papel me excita.

10 – Antigamente tinha mais força de vontade com videogames. Hoje, se perco uma fase 5 vezes seguidas, desligo o jogo e vou fazer outra coisa: adiantar minha leitura, ver um filme e etc. Paciência mínima. Mas apesar disso, continuo jogando vez ou outra. É uma boa distração.

11 – Já cheguei a brigar e dizer palavras más e desnecessárias a amigos por defender veementemente um personagem literário, cinematográfico ou televisivo. Me irrita o fato de não compreenderem o que se passa na mente da personagem em questão. Mas nada que atrapalhasse a amizade, jamais. Questões em que diverjamos não é o suficiente pra acabar uma amizade.

12 – Tenho vergonha e uma antipatia com minha imaturidade passada. Ok que ela me fez refletir e agradecer (oi) em termos em como sou hoje. Me achava uma ameba. Em muitos sentidos. Não sou uma pessoa completa, mas garanto que sou uma pessoa menos pior hoje. O fato é que eu era vergonhoso demais e muito enfático no que eu julgava ser bom ou ruim. Algo como “evangelizar” certas pessoas sobre coisas que eu amava (música, cinema) e não sabia lidar quando não gostavam da mesma coisa que eu. Hoje eu não tento convencer ninguém a concordar comigo. Era nisso que me achava uma ameba antigamente.

13 – Pra finalizar, sou uma pessoa prolixa. Não consigo usar poucas palavras pra expressar uma opinião. São raras as vezes em que consigo ser sucinto. Mas sabe que nem considero isso exatamente um defeito. Gosto de enfatizar meu pensamento. Não como na infância ou na adolescência, claro.

Bonus Track

14 – Nunca namorei. Nunca tive vontade. Há quem fique confabulando (essa palavra existe?) sobre minha opção sexual. Opção sexual é algo muito “inútil” de se responder. Parece autoafirmação. E eu odeio gente que se autoafirma demais. Há quem me chame de assexuado. Bem, não me importo com isso. Todavia, sempre tem aqueles que se incomodam com esse fato muito particular e pessoal sobre mim. Paciência.

Status Atual

Tendo em vista as decepções atuais, aqui está o meu parecer para tudo e para todos:

Felippe Alves - Ame -o ou deixe-o

No caso mais atual: cansado de ajudar e não ser recompensado, sendo unicamente mal interpretado por pessoas que não sabem lidar com animais da mesma espécie, vulgo SERES HUMANOS. Nada de ficar se explicando, como antes. Você não fez nada de errado. Talvez seu erro tenha sido este: se justificar demais.

Foi bom eu ter acordado. Mesmo que tarde demais. A dor do tapa do “acorde” foi forte mas, ao mesmo tempo, recompensante.

Doa a quem doer, chega. Apenas.

Ctrl C + Ctrl V

“Odeio meu irmão gêmeo. Ele me copia em tudo”

Antes de começar a falar sobre o plágio personalital, gostaria de dizer que não apenas os irmãos gêmeos “sofrem” desse mal. Qualquer pessoa está naturalmente fadada a ter suas manias, suas piadas, seus tiques e seus TOCs roubados quando você menos espera. É bom que se acostumem com isso.

Neste mundo internetês de meu Deus onde todo mundo lê a vida de todo de mundo e sabe até as horas que cada pessoa vai no banheiro é impossível que bordões ou certos tiques pessoais fiquem “desconhecidamente” intactos, correto?

Não quero me gabar, nem dizer que eu inventei a roda. Mas me digam uma coisa: todos nós inventamos ou adaptamos bordões que, automaticamente, ficam com a nossa cara, além de mostrarem nossa identidade na internet ou em qualquer outro lugar.

Agora eu gostaria que vocês se colocassem na minha pele. Não literalmente falando, claro. Querem me explodir? Como vocês reagiriam se uma pessoa conhecida começasse a usar compulsivamente um tique (que eu não vou dizer qual é) que você popularizou? Digo, você vê em algum lugar, passa a usar (além de ter certeza que ninguém usava) e subitamente PLU: outra pessoa passa a usar esse bordão que nem um marinheiro bêbado?

Em cada post daquela pessoa, ela usa SEM PARCIMÔNIA uma coisa que você costumava escrever. É estranho ver sua escrita, sua marca, sua personalidade assim jogadas ao vento. Naturalmente, deveríamos estar acostumados a isso. Afinal, lançar tendências não é pra qualquer um. É bom estar preparado ao ser citado aqui ou ali. Pessoas têm essa necessidade de se espelhar, de se inspirar em alguém. Eu não repreendo essa necessidade, sério. Mas quando se torna uma coisa fora de controle é um tanto irritante.

Foi como uma amiga minha disse: “Bons escritores não deviam se importar com direitos autorais, pois se alguém roubar-lhes suas obras, eles serão capazes de escrever uma melhor ainda”. Confesso: nada se cria, tudo se copia. Fico pretérito mais que perfeito com isso tudo que acontece. Pior seria se eu não tivesse bordão nenhum pra alguém roubar. Seria cômico se não fosse trágico. Não precisamos patentear nossa marca registrada. O mundo é uma máquina de xerox. E a próxima cópia pode ser você.

Próxima fase

2011. Um ano turbulento pra mim. Acabou de começar o ano praticamente, eu sei. Começou tranquilo. Janeiro, fevereiro se mostraram bacanas, com uma sensação de alívio, do tipo: bah, último ano, não acredito que cheguei até aqui, etc. Falso alívio. Março: o desespero tomou conta. Último ano da faculdade, insegurança com o TCC, pressão aqui, pressão ali. Abril. O desespero tomou conta de vez. Não queria mais pensar em nada, queria desistir do TCC e vender água de coco. For real. Não estou brincando. De repente, eu lembrei de todas as coisas que eu tenho pra concretizar. É como num videogame: não se pode pular fases pra chegar em outras. Na verdade, com a password podemos… enfim, esse não é o ponto. Não podemos partir pra novas batalhas sem antes termos concretizado, de fato, a guerra. Sei que a vida nos cobra, nos pressiona como se não houvesse amanhã e etc. Sabe o que nos ajuda a desencanar nesses momentos de pressão? Saber que você está terminando o curso e que logo estará livre pra estudar coisas novas e planejar inúmeras coisas que você estava morrendo pra concretizar. A vida é um saco, mas é só pararmos pra pensar no que vem a seguir que passa. Eu estive muito mal durante março e o começo deste mês. Mas acreditem se quiser, eu melhorei. Percebi que a gente deve ter paciência e não se importar com o que os outros tem a dizer. Se tiver que espernear, gritar e se irritar com o mundo: o faça. Soltar essa raiva, essa frustração faz bem. Claro, não a solte cometendo assassinatos por aí que nem idiota. Ninguém tem culpa dos seus problemas. Planos e oportunidades aparecem na sua vida pra te fazer refletir melhor e, principalmente, pra colocar sua paciência a prova. Planejar, sem pensar na eficácia do plano, é reconfortante. Antes de se estressar por tudo, preste atenção no que vem a seguir e coloque toda essa sua vontade de “passar pra próxima fase” no hoje. Nada vai nos impedir de gritar ou espernear de novo, porque acredite: haverá muitas chateações futuras. Saiba driblar todas elas e passe para a próxima fase. Logo menos, você salva o jogo e parte pra outro.

Beleza pra quê?

Estava eu solitário no ponto de ônibus (não, desta vez não foi assalto de Doritos) com mp3 na ouvido e tal, quando subitamente apareceu uma mulher vestida com uma camiseta onde se lia

 

BEAUTY SCHOOLS

 

… ou em bom português: escolas de beleza. Sabemos que essas escolas são instituições de estética onde ensinam técnicas de beleza, maquiagem, cabelos e etc. Em outras palavras: onde as mulheres vão para se embelezar e ficar realmente bonitas, cheirosas, “piriguetchys” pra mexer com o perigón dos homens. Acontece que essa mulher com a camiseta onde se lia o nome da escola não era tão bonita assim. Na realidade, era o cão tomando leite de magnésia. Deixe-me explicar detalhadamente (crianças, por favor: não vomitem o almoço no computador):

– Raiz maltratada num cabelo loiro mal pintado
– Pele manchada
– Culotes
– Pés rachados
– y otras cositas más

Aquele paradoxo em minha frente queimava minhas retinas, logo não tive alternativa a não ser pensar no seguinte:

– Nossa! Ela não está se aplicando como deveria.

Os pais dela devem cobrar um resultado satisfatório, mas vejo que ela não está levando o estudo a sério  *suspira, troca a música no mp3*

Inquisição involuntária

Antes de me mandarem pra fogueira, por favor me escutem. Desde o show do Paul, não tenho cabeça pra nada. Além do mais, continuo na busca por um emprego. Planos jogados pro alto graças a este belíssimo acontecimento. De uma coisa não posso reclamar: uma entrevista atrás da outra, o “quase” sempre presente, sabem?

Chego tão perto, faço grandes pontuações nos testes e etc, mas outro sempre vem e toma o meu lugar. Quando eu digo que a life sucks, ninguém acredita em mim. Das mil entrevistas, uma vai funcionar. Questão de tempo. Não entendam isso como reclamação. É SÓ frustrante. Frustrante saber que você tem potencial pra várias coisas, mas é sempre jogado pra escanteio.

Férias da faculdade e estou rumo ao quarto e último ano do curso. Preciso de idéias pro TCC, como lidar? Será que meus temas serão cortados pela faculdade? E se eu começar algo e ser castrado logo depois? Tanta coisa na cabeça – tanto na parte profissional como pessoal – será que eu vou concretizar tudo? O que me dizem? Que tema fazer?

Até agora, eu consegui sobreviver a tudo isso. E não vou mentir: continuo me importando de verdade com tudo que me impedia e AINDA me impede de continuar.

O fim de uma era. O início de outra.

Twp. of Wellesley, Ontario - Friday Feb 22, 2008  -  Four Wellesley Township fire stations were needed to battle a blaze at Aaron Martin Harness Ltd. at 4445 Posey Line west of Wallenstien. The 6:30am fire consumed the business and nearby structures .  Robert Wilson, Record staff - see story by Brian Cladwell
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9:12:12 AM • 22/02/08 • Twp. of Wellesley19042

13:25. Era mais um dia comum para Rodrigo no trabalho. Acabara de voltar do almoço, um tanto animado por aquele dia ser um pouco diferente dos demais. Alguns bons minutos depois, seu chefe o chama na “sala fria”. Já havia sido antes, logo a tensão deixara de existir há muito. Chegando na sala, sentou-se. Sem mais delongas, o chefe disse:

– A rede comunicativa da empresa será mudada às pressas e precisamos substituir  você por alguém mais experiente.

O que era estranho, pois Rodrigo cobria a quantidade de trabalho por dia. Isso não soava convincente. Mas pra que lutar por alguma coisa quando se chega a esse ponto? O jeito era encarar os fatos e seguir, oras.

Mesmo assim, o subconsciente leu aquilo como: então quer dizer que não estarei mais trabalhando neste departamento, entendi. Mas claro, não foi isso. Ele estava fora, cortado, deixado de lado. Substituído.

A vida explodiu tudo na sua cara, não tornando possível – até aquele momento – todos os seus planos? Sim, mas ele encarou aquilo como um sinal. Um sinal de que algo melhor está por vir. E de que nada é pra sempre. A propósito, isso era um fato desde quando pisou no local. Voltando à realidade, o chefe:

– Então, não vai falar nada?

A conversa acabou com uma tentativa sem êxito de consolo do chefe para o recém desempregado.

“O mundo é seu” ou

você tem muito a ganhar lá fora” ou

“você achará algo que realmente se encaixará” e até mesmo:

as portas da casa estarão sempre abertas”

O único sentido que ele conseguiu decifrar nessa última frase foi o denotativo. Por motivos óbvios. Tão óbvio quanto o acidente da penicilina ou da gravidade. Sejamos realistas. Fim.

Naquele momento, nada importava. Só uma coisa importava: a emancipação. A volta ao topo. Ou, no caso, até a metade. O topo ele sabia que estaria por vir. Uma hora ou outra, viria.

Velhice Precoce em Duas Décadas

Que sentimento é esse me empurrando contra a parede?
Estou sendo levado anos-luz daqui
Este é o verdadeiro eu que me encara no espelho?
Olhando assim pra mim…
Poderia ser?
Um novo reflexo de uma ruga aqui? *aponta*

Subitamente fiquei tão indisposto (ai que idoso)
A dor chegou e deu um olá para mim (como vai?)
Mas que emoção
Sinto que não sou mais o mesmo.
Algo em mim mudou
Estou acabado, desarranjado
Caído, é.

A dor andava tão sozinha
E eu também
Logo, ela pediu pra ser minha amiga
De início, eu disse não
Mas ela não deu ouvidos
Hoje parecemos amigos de infância.

A gravidade me fez uma declaração de amor
Eterna e definitiva.
A cada dia que passa, percebo o quão surreal é esse rebuliço
E daqui um tempo
Não haverão cremes de rejuvenescimento que darão conta do serviço.

Vinte anos
Vinte anos que equivalem a sessenta
O que que há?
O prefixo da palavra sexagenário não te diz nada?

Felippe Alves, no mês do seu aniversário.
Antologia poética, 2010. Direitos reservados.

Enfermo

Vocês devem estar se perguntando o porquê que eu prometi escrever um Especial do Back to Basics e não cumpri. Simples, a sinusite atacou e me pegou de jeito. Consegui reunir algumas forças e ligar o computador só agora.

Eu tenho trabalhado em novos textos no celular desde o início da semana, mas ainda não consegui passá-los pro blog.

Espero que compreendam. Espero que eu consiga trabalhar no dia seguinte. Segunda-feira ainda, argh. Era pra ser um final de mês ótimo devido ao meu aniversário que está chegando, mas… sinto que esse aniversário será um fiasco completo se eu não melhorar até lá.

FIM

Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

What we´re gonna do right here is go back

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