MÚSICA| CRÍTICA INSTANTÂNEA | Madonna – Rebel Heart

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Sobre o último disco da Madonna, REBEL HEART: me surpreendi. De verdade. No começo torci o nariz. Vocês sabem o quanto eu sou exigente e chato. Antes de sair o álbum, acompanhei bem as notícias e tal. Essa overdose de produtores, achei que ia ser uma bagunça sonora (não que isso seja ruim, BORN THIS WAY é um exemplo positivo de mistura de estilos ligados aos anos 80).

Mas a sonoridade do REBEL HEART tá bem boa. Aliás, a maioria das músicas são MUITO introspectivas, reflexivas. Composição sempre foi o forte da Madonna. Mesmo quando a intenção não é fazer refletir. Nem que seja pra deixar a reflexão de lado e fazer confissões na pista de dança (lema principal dela). Essas composições focam perfeitamente o vocal dela, tá tão singelo, tão sutil. Uma leveza que, indubitavelmente (tava com saudade dessa palavra), reflete na qualidade.

Claro que tem música descartável como Autotune baby e Bitch I’m Madonna (não me diga) – só duas músicas péssimas, parecem que foi feitas pra acompanhar o cenário pop plastificado – mas o resto…realmente maravilhoso. Que sensação engraçada. No começo não dei a mínima e agora AMO.

Heartbreak city, Messiah e Devil Pray são reflexivas. HOLD TIGHT é matadora e ao mesmo tão simples. REBEL HEART (em caps de novo, desculpe a euforia), a faixa título, é tão folk, tem um instrumental MARCHANTE, perfeição de produção. Melhor que o MDNA, de 2012. Destaque pra faixa QUEEN, que produção, que instrumental…Palavras, não acho pra descrever, sinto muito.

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Sem falar no lead single LIVING FOR LOVE, que destrói com aquele som HOUSE ANOS 90 e com Alicia Keys no vocal de apoio, com aquela vibe coral gospel de LIKE A PRAYER. Iconic no começo parece chata, mas a composição, o instrumental imponente com certeza faz a pessoa mudar de idéia. Holy Water nos relembra VOGUE e é tão chiclete (no bom sentido). Veni Vidi Vici é classuda, assim como S.E.X (do assunto ela entende e muito bem, obrigada). Beautiful Scars parece faixa excluída da tracklist do Confessions on a Dance Floor.

Apesar de alguns pontos negativos, essas duas músicas citadas no começo do texto, o disco tá ótimo mesmo. De novo, me surpreendi. Não esperava muito. Cuspi pra cima e caiu na cara. Que venha a REBEL HEART TOUR (se o bolso permitir também, né, porque ninguém é de ferro).

Madonna está um tanto vulnerável (e ousada nos momentos certos) nesse disco. Mas muito firme no que diz. Destaques: Living for Love, Queen, Hold Tight, Rebel Heart, Devil Pray, Holy Water.

Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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