Reflexão (sacal) de fim de ano

Temo que este seja o início de uma nova era para minha existência. O divisor de águas, pra ser bem exato.

O mundo nos faz enxergar as coisas de uma maneira diferente. O que incomodava antes, hoje incomoda ainda mais. E você ainda nem se tornou um sexagenário. Problemas incuráveis te atrapalham na jornada rumo ao sucesso. E, com isso, você se vê impossibilitado de demonstrar seu talento. E o pior é que você sabe que o maldito está dentro de você, pronto pra explodir. Entretanto…

Não que eu tenha me tornado pessimista. Não é isso. Como eu disse, apenas passei a enxergar o mundo com outros olhos. Quando se tem 8 ou 9 anos (em certos casos até com 15 ou 16 anos), o mundo soa otimista e cheio de expectativas. Você ama a tudo e a todos sem esforço algum. O tempo vai passando, a vida real vai acontecendo, a motivação se esvai. Com isso, o amor pelas pequenas e belas coisas se tornam menores.

Não quer dizer que você deixe de amar definitivamente, não é isso. Só que o amor não é mais o mesmo. Seu organismo automaticamente enxerga diferente. O que costumávamos amar antes, de maneira plena e satisfatória, não passa de um amor inerente a qualquer ser humano com escrúpulos.

Esta é uma nova fase. Um período que costumava ser atípico tornou-se natural. Permanente. Já tentei: é impossível ver o mundo com o mesmo olhar de uma década atrás. Os amores mudam. Os interesses também. O azul se torna cinza. A alegria, amargura. Inevitável. O mundo não nos dá escolhas.

PS.: Pouco coerente postar um texto assim numa época natalina, eu sei. Acontece que o natal se tornou um pretexto pra nos lembrar do que NÃO concretizamos no decorrer do ano. No mais, eu ainda gosto de festas de fim de ano, de passar tempo com a família, amigos e etc. Mas no conjunto da obra… não é fácil. Costumava amar mais o mês de dezembro. Hoje, apenas não vejo a hora de chegar janeiro.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

2 Respostas para “Reflexão (sacal) de fim de ano

  1. Eu entendo você! Eu entendo completamente :/

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Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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