54º Grammy: Pontos negativos e positivos (mesmo que bem poucos positivos)

Não pretendo me prolongar muito neste post. Só quero deixar registrado minha opinião sobre a 54ª edição do Grammy Awards. Todos sabem que tenho faniquitos com eventos deste tipo, assim como o Emmy (premiação da TV), o Globo de Ouro e o Oscar (que vai ao ar dia 26 deste mês).

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Foi um evento agradável. As performances (em sua maioria) foram ótimas como Alicia Keys cantando Sunday Kind of Love, da Etta James. Adele com sua chiclete e vencedora de duas estatuetas na noite “Rolling in the Deep”, mostrando que dá conta do recado mesmo depois de uma cirurgia na garganta. Jennifer Hudson em sua homenagem a Whitney Houston, falecida na tarde deste sábado 11, afogada numa banheira de hotel. Seu cover de I Will Always Love You foi simplesmente arrebatador. Nossa Effie White, como sempre, dá conta do recado. A performance de Paradise, do Coldplay, foi boa. Exceto pelos desafinos do Chris Martin. O que eu estranhei, a voz dele é boa ao vivo. Nesta edição do Grammy deixou a desejar. Beach Boys subiram no palco pra cantar Good Vibrations. Majestoso. Falando em majestosidade, Paul McCartney cantou My Valentine, single do novo disco “Kisses on the Bottom” e, pra finalizar o evento com chave de ouro, cantou o medley final do clássico disco Abbey Road: Golden Slumbers/Carry That Weight/The End. Se eu esqueci de alguma, desculpa. Como disse, não quero me prolongar.

Meu objetivo neste post é deixar claro minha indignação quanto a premiação combinada. Bom reconhecer o mérito de um quando não se esquecem do outro, que também foi igualmente memorável. Neste caso, a modinha se deixou levar de uma forma que… Nem consigo terminar a frase.

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Todos sabemos que Adele levaria todas as estatuetas e mais um pouco, correto? Acho ela incrível e uma das melhores coisas que aconteceram no atual cenário fonográfico. Exceto por uma coisa. Achei uma afronta ela ter levado todas as 6 indicações pra casa. Seis indicações, seis vitórias. O “21” é muito bom, mas o “Born This Way” da Lady Gaga foi completamente esquecido. Uma pérola do pop contemporâneo ser esquecida desta maneira é no mínimo imperdoável. Sabemos que 2011 foi da Adele e eu acho bom que ela esteja colhendo os louros, mas tem limite, sabe? Pra ser sincero, eu nem ficaria tão triste se Gaga não levasse o prêmio de “Álbum do Ano” ou de “Gravação do Ano” (com a faixa Born This Way). Yoü And I concorria a Melhor Performance Pop Individual naquele grammy e perdeu pra… Someone Like You. Assim… desnecessário. Uma produção ótima de Robert “Mutt” Lange, vocais excepcionais, gravados praticamente num take só. Uma faixa crua, real, ter sido esquecida devido a modinha e ao sucesso de “21”.

Repito: não estou reclamando da vitória da Adele. Na verdade, eu gostei. Antes ela vencer do que muita gente por aí. Minha indignação é ela ter levado todas as indicações pra casa, tudo pela alta repercussão do disco. Geralmente um artista leva 4 de 6 indicações, ou 5 de 7. Levar todas de uma vez? Suspeito demais. Muito comprado pro meu gosto. Este episódio da Gaga me lembra muito o Michael Jackson com o álbum “Bad”, de 1987. Um disco tão bem produzido (por Quincy Jones, sua última colaboração com MJ) não levou NENHUMA estatueta pra casa. “Julgaram minha aparência, não minha música”, disse Jackson na ocasião. Convenhamos que foi um baque e tanto o disco anterior dele ter levado 8 Grammies numa só noite (Thriller) e o seguinte não ter levado nenhum. Michael perdeu o Grammy de “Álbum do Ano” para o “(aclamado) Joshua Tree do U2. Daydream da Mariah Carey também foi outro álbum injustiçado pelos jurados. O grande momento de Gaga passou, sim e daí? Mas pelo menos a estatueta de Melhor Performance Pop Individual com Yoü And I ela deveria ter levado. Seria o mínimo de reconhecimento. Um reconhecimento que representaria o Born This Way inteiro. Mas enfim… Quem sabe no próximo álbum, néam Gaga? PS.: Agora GaGa sabe como Michael se sentiu. Sinto que ela queria chorar. Meu coração é fraco demais para presenciar esses momentos. Recolher-me-ei a minha tristeza e mãos atadas.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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