Smash: Episódio Piloto

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O sucesso de uma nova série não depende se ela vai “ser vazada” duas semanas antes do lançamento ou não. Até porque não é sempre que essa tática funciona. Para ser bem sucedida, uma série precisa ter um bom enredo, personagens que cativam e, acima de tudo, uma boa continuidade. De nada adianta a série começar com um puta enredo e, no final, desandar e fazer dormir.

Sabemos que nem sempre o vazamento de séries novas é um bom negócio pra uma emissora, mas no caso de Smash, nova série do canal NBC, que estréia no dia 6 de fevereiro, a aposta parece estar funcionando e, pelo episódio piloto e pelas cenas dos próximos episódios, a expectativa é grande. Bem grande.

Primeiro, porque a série conta com a produção de Craig Zadan e Neil Meron, responsáveis pelo sucesso de Chicago e Hairspray e Steven Spielberg como produtor executivo. Segundo, porque a série não é exatamente sobre um musical, digamos assim. É sobre os bastidores de um musical.

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Smash mostra o embrião de uma peça da Broadway inspirada na vida de Marilyn Monroe. Capta de uma maneira ágil os bastidores do musical e vai narrando a história sob diferentes perspectivas. Assuntos sérios como adoção e divórcio (dramas pessoais detected) serão mesclados aos números musicais e ao fervor do processo de criação da peça, desde a concepção da ideia, passando pelas audições, duelos de egos e etc.

Os criadores do musical, Julia (Debra Messing, de Will and Grace) e Tom (Christian Borle) no começo não botam fé na ideia da peça. O assistente de Tom grava um ensaio de uma música cantada por Ivy (a seguir, vocês saberão mais sobre ela) e coloca no youtube (“sem querer”), causando a ira deles. Por ironia do destino, esse vídeo acaba caindo sobre os olhos de uma produtora, Eileen Rand, interpretada brilhantemente pela veterana Anjelica Houston, que está se divorciando do marido, passando por poucas e boas. Ela passa a procurar o diretor ideal para a produção e convence o homofóbico Derek Wills (Jack Davenport) a trabalhar com Julia e Tom, que estão detestando a ideia de tê-lo por perto.

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Sobre as candidatas ao papel do sex symbol e protagonista da peça. Ivy (Megan Hilty) parece perfeita para o papel de Marilyn: tem experiência nos palcos, possui atributos fortes como seios fartos e o cabelo loiro, além de exalar sensualidade e ter um vozeirão. Porem, suas chances estão ameaçadas quando Karen, vivida por Katharine McPhee (ex-American Idol), chega para uma audição. Diferente de todas as outras, ela não se veste como Marilyn e não usa sensualidade. Com a cara lavada e coragem, ela canta Beautiful, famosa canção de Christina Aguilera e deixa todos boquiabertos. PS.: Ela é garçonete, nunca pisou nos palcos, mas isso não parecerá ser um problema pra ela. Nem um pouco. Pelo contrário. Pode ajudá-la ainda mais em sua escalada para o sucesso.

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Os problemas no casamento devido ao trabalho excessivo também serão abordados na série. Julia e o marido querem adotar um jovem rapaz e, devido ao trabalho exaustivo na peça, acarretará em sérios problemas em casa. Desde o começo, o marido já se mostrou irritado com o fato dela se comprometer com mais um musical. Diferente dos musicais em geral, ninguém começa a cantar do FUCKING nada e a música é utilizada no momento propício. Mas uma cena em especial é quando Ivy e Karen estão se preparando para a segunda audição, elas saem de casa e andam pelas ruas cantando. É um elemento bem de musical, mas levando em conta que a série utiliza esse recurso com cautela, chega a ser perdoado. E, pasme, admirado.

Sobre a série rivalizar com Glee, sucesso consolidado do gênero. Balela. Papo sensacionalista. Smash tem uma pegada diferente. Os próprios criadores da série admitem a influência de Glee, mas de uma maneira diferente. Enquanto Glee foca mais no ensino médio e seus dilemas adolescentes ao som de canções da Broadway, Smash foca na luta de se conseguir um espaço na Broadway e construir uma carreira de sucesso. Por exemplo, o fato de ter que dormir com o diretor da peça para obter o papel desejado e coisas do tipo. Mostrar esse lado mais sombrio, mais sujo. Já neste piloto, presenciamos a um teste do sofá. Esperem, pois coisas mais sórdidas ainda virão. Superficialmente, claro. Não é a proposta da NBC focar apenas nelas e causar asco a quem assiste.

Pra finalizar, Smash tem tudo pra dar certo. Dá muito bem pra deixar o preconceito de lado e não focar só no lado musical. A série utiliza conflitos inteligentes mesclados com dramas pessoais e, claro, um ótimo repertório. Além de músicas já conhecidas pelo público como Somewhere Over The Rainbow e Beautiful, a série conta com músicas originais. O repertório do musical da Marilyn é escrito por Marc Shaiman e Scott Wittman, compositores responsáveis por Hairspray. Já dá pra imaginar o que pode sair daí, né? Não quero parecer precipitado, mas vale a pena ver o piloto. Foi como eu disse acima: é só o começo. Tudo pode parecer lindo e mágico, mas é  esperar pra ver. E ouvir.

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E aí? Quem vai ganhar o papel de Marilyn?

Smash estreia oficialmente dia 6 de fevereiro de 2011 na NBC, e no Brasil chega ainda no primeiro semestre no Universal Channel.

Também publicado no Nerdvision

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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