Noite de Ano Novo

Poster

Clichê ou super clichê?
Por Felippe Alves

Assim como em seu filme anterior, Idas e Vindas do Amor, Garry Marshall, também diretor de “Uma Linda Mulher”, repete a fórmula do elenco famoso em peso em “Noite de Ano Novo”, nova comédia romântica que, mesmo repleta de clichês, é capaz de divertir a todos.

O longa se passa praticamente inteiro na Times Square, em Nova York. Merchandising rola solto, é claro. Afinal, estamos em Nova York. Outdoors dos mais influentes musicais da Broadway, grandes corporações e blá, blá, blá. A produção também usa a tática de histórias interligadas que se passam na véspera de ano novo e em torno de seus preparativos, cujo foco em comum é o clichê. Veja o porquê.

Pra começar, dois casais “grávidos” brigando por um prêmio na maternidade ao primeiro bebê que nascer no ano e a famosa música de Louis Armstrong, “What a Wonderful World”, na cena do nascimento dos bebês, ou seja, o ápice do clichê. Uma infeliz mulher de cinquenta anos que, depois de largar o emprego, resolve realizar uma lista de sonhos antes de o ano terminar com a ajuda de um jovem motoboy.

New Year's Eve

Não, ainda não acabou. Um casal, uma backing vocal e um rapaz que odeia o espírito festivo, que fica preso no elevador e se conhecem melhor; um astro da música quebra o coração da amada e tenta a todo custo ser perdoado; uma filha superprotegida que escapa do quarto escondida, porque a mãe não a deixa curtir o ano novo com o grupo de amigos; o paciente a beira da morte que quer ver oano novo chegar pela última vez, entre outras coisas já bastante exploradas em filmes do gênero.

NEW YEAR'S EVE

Quanto a algumas atuações, vale a pena ressaltar a de Michelle Pfeiffer. Ela está incrível e irreconhecível como a cinquentona sonhadora. Assim como Robert DeNiro, o paciente quase morrendo sendo amparado pela enfermeira, interpretada por Halle Berry, que esbanja simpatia por onde passa. Lea Michele, a Rachel Berry da série “Glee”, mantém resquícios de sua dramaticidade já conhecida, além decantar duas canções, incluindo um dueto com Jon Bon Jovi, “Can’t Turn You Loose”.

O filme tem informações demais. Muitas coisas para processar. Sem falar no elenco onde todo mundo é protagonista. Mesmo com todos esses clichês básicos, o filme ainda passa uma mensagem bonita quanto ao novo ano que se inicia, do espírito otimista que toma conta de todos e da comemoração de forma geral. Além da bela fotografia, é claro. Em suma, um filme divertido pra ver com a família pra comemorar o ano novo.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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