Disco “21”, da Adele, supera “Back to Black” de Amy Winehouse e é o mais vendido do século no Reino Unido

Falemos de Adele Laurie Blue Adkins. Não me admira ela ter o “blue” no sobrenome. 2011 foi, indubitavelmente, o ano desta jovem cantora. Ela pode ser jovem, mas sua voz soa como uma cantora de 40 anos pra cima. Ela exala experiência, sendo tão jovem. É do que se trata o “21”, seu segundo álbum de estúdio.

Print

Maduro, coeso, autobiográfico e, por que não, conceitual. São algumas palavras que o descrevem bem. O fim de seu relacionamento amoroso rendeu muito e agora ela está colhendo os (merecidos) louros. O disco vendeu cerca de 10 milhões de cópias no mundo inteiro e agora Mrs Blue está colhendo os (merecidos) louros. “21” foi indicado 6 vezes ao Grammy Awards 2012, sendo as categorias:

  • Álbum do Ano
  • Melhor Álbum Pop
  • Gravação do Ano (por “Rolling in the Deep”)
  • Canção do Ano (por “Rolling in the Deep”)
  • Melhor Videoclipe (por “Rolling in the Deep”)
  • Melhor Performance Pop Individual (por “Someone Like You”)

Adele, em 2009, com seus 2 Grammy Awards pelo disco "19"

Adele, em 2009, com seus 2 Grammy Awards pelo disco "19"

No Reino Unido, o álbum vendeu 3,4 milhões de cópias e superou o (também segundo rssss) disco “Back to Black” de Amy Winehouse, que vendeu 3,3 milhões. De acordo com a Official Charts Company, “21” é o disco mais vendido do século no Reino Unido. Sinta o poder de Mrs Blue.

Adele, que está se recuperando de uma cirurgia nas cordas vocais, se mostrou feliz e profundamente agradecida em seu blog:

“Há poucos dias recuperei a voz e agora estou estupefata”

Os destaques do disco são: Rolling in the Deep, Rumour Has It, Turning TablesHe Won’t Go, Take It All, I’ll Be Waiting (ma-ta-do-ra, inclusive a introdução divina) e, é claro, uma das melhores faixas de rompimento de relacionamento EVER, Someone Like You. Falando em canções de término de relacionamento, tem várias memoráveis. Vou listá-las num post interativo num futuro mais próximo. Aguardem. Ou não.

Em relação ao disco ser um álbum conceitual, eu acredito plenamente. Mesmo que não tenha sido a intenção de Adele, ela conseguiu este feito. Afinal, o disco conta uma história concisa, com início, meio e fim.

Em “Rolling in the Deep”, ela começa amargurada e ao mesmo tempo furiosa, ameaçando pro ex namorado jogar todos os podres dele e dizendo que tudo poderia ser diferente. Em “Rumour Has It”, ela já parte pra ironia, dizendo que a nova mulher já não tem o amor dele, pelo que dizem por aí… Nas faixas seguintes, ela segue com as lamentações (“Turning Tables”, “Set Fire To The Rain”), dizendo “basta” às brigas e o quanto se esforçou para manter esse amor forte e blá blá blá.

Depois, praticamente terminando o disco, a coisa muda um pouco de figura. Ela fica mais compreensiva. Pasmem. Mulheres tem tendência a perdoar mais facilmente, inclusive por serem mais sentimentais. A começar pela faixa 8, “I’ll Be Waiting”, podemos notar claramente que ela cogita o perdão ao ex:

“I’ll be waiting for you when you’re ready to love me again. I put my hands up, I’ll do everything different, I’ll be better to you”

(Estarei esperando por você quando você estiver pronto pra me amar de novo. Levanto minhas mãos aos céus, farei tudo diferente, serei melhor pra você)

Em “One And Only”, ela pede uma nova chance, como se ela tivesse errado feio. Pede uma nova chance de um (possível) recomeço:

I dare you to let me be your, your one and only. Promise I’m worth it to hold in your arms. So come on and give me a chance to prove I am the one who can walk that mile until the end starts

(Te desafio deixar-me ser sua, a verdadeira e única. Prometo que sou merecedora de ficar em teus braços. Por isso me dê uma chance para provar que eu sou a única que pode fazer essa caminhada até o fim começar)

“Lovesong”, idem. Esta é realmente uma canção de amor, porque né. Mesmo distante, ela promete amá-lo para sempre. Ó.

Porém, na última e derradeira faixa, a ficha de Adele cai e ela percebe que não vai dar certo. As suposições de um possível salvamento vão por água abaixo quando descobre que o ex já está casado e estabelecido:

“I heard that you’re settled down, that you found a girl and you’re married now. I heard that your dreams came true. Guess she gave you things, I didn’t give to you”

(Soube que você se estabeleceu, que você encontrou uma garota e que está casado agora. Soube que seus sonhos se tornaram realidade. Acho que ela lhe deu coisas que não dei a você)

Isso já explica sucintamente a faixa “Someone Like You”, uma digna canção de término de relacionamento. 

Adele

O futuro de Adele soa a la Gato de Schrödinger feelings, sabem? Não se tem dúvida do futuro promissor de Adele e do sucesso já consolidado, além de novas experiências para jogar num próximo trabalho. Por outro lado, pelo fato dela compor letras, em sua maioria, tristes, ela tem medo de fazer um álbum “feliz” demais e acabar flopando como, infelizmente, aconteceu com a cantora galesa Duffy, com seu (também, de novo rsss) segundo disco “Endlessly”. O primeiro disco, Rockferry, foi melancólico. Teve lá seu momento feliz, mas não se prendeu muito a ele. Vendeu horrores, teve singles de sucesso. O que não ocorreu depois. Leia o box abaixo:

“Endlessly”, segundo disco de Duffy, e seu triste fim

duffy

Com faixas produzidas por Albert Hammond e Stuart Price (que por sinal já trabalhou com Madonna no álbum “Confessions on a Dance Floor”, vencedor do Grammy de “Melhor Álbum Dance/Eletrônico”), o segundo disco de Duffy, “Endlessly”, teve vendas baixíssimas justamente por ter uma vibe mais alegre e uns flertes com o eletrônico (claro, sem perder o ar retrô natural). Fato este que, infelizmente, a fez desistir da música por uns tempos. Poderia ter dado um upgrade, melhorado a divulgação e etc, mas… não rolou. Mas ainda se tem esperança que ela volte com um álbum melhor e que sambe na cara de “artistas” atuais com hitzinhos superficiais feitos unicamente pra vender.

Só pra recordar um fato curioso ocorrido em maio deste ano, o ex-namorado de Adele queria dinheiro por ter inspirado ela a escrever o disco “19” e “21”. Pode isso, minha gente?

adele-grammys

 HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

O mala ligava pra ela todo dia, enchia o saco da coitada, tornando a vida dela um inferno. Ela agradece ele por ter transformado numa mulher mais forte, com a pele mais espessa e agradece principalmente por ter a transformado numa LUTADORA. Oh wait. Acho que essa é outra cantora, produção.

Enfim, o ex dela verá com quantos momentos infelizes se faz um grammy award *lixa*

Pra ser bem egoísta, não só eu mas como todos os outros fãs da cantora, esperam que ela não encontre seu final feliz no amor para que os futuros discos dela também sejam verdadeiros. Porque, querendo ou não, a tristeza SEMPRE soa mais verdadeira do que a felicidade. Sinto informar. Alanis Morissette compôs o Jagged Little Pill jovem e furiosa e o resultado foi qual? Pois éam, néam? Desculpa, gente. São as estatísticas.

Assista abaixo o trailer do novo DVD, “Live at The Royal Albert Hall”:

E a performance ao vivo de Set Fire To The Rain:

 

Já ganhei o meu de presente de natal. E você? Já garantiu o seu? PS.: Arte gráfica linda, fotografias mais lindas ainda. Deleite para os olhos e ouvidos.

Adele-Live-At-the-Royal-Albert-Hall-DVD-coverA começar pela capa, néam? Olha que fotografia, olha que tipografia, olha que OK PAREI

Anúncios

Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

9 Respostas para “Disco “21”, da Adele, supera “Back to Black” de Amy Winehouse e é o mais vendido do século no Reino Unido

  1. Tássio

    Quanto egoísmo. Deixa ela achar a felicidade, rapaz

    E isso nem é sinônimo de venda. Otis Redding tinha mulher, filhos, era feliz. E fazia músicas tristes/alegres e vendia pra caramba (até hoje).

    Isso em UM ÚNICO exemplo. =P

  2. Tássio

    “Ai a Adele tem que ficar na fossa o resto da vida pra nós a deleitarmos cantando”

    CALA BOKA xD

    Se existe fã ridículo pra isso, deixa eles =P

  3. Tássio

    Rebater posts sarcásticos como se fossem sérios é super legal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

What we´re gonna do right here is go back

dezembro 2011
S T Q Q S S D
« nov   jan »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Latest Tweets

Erro: Assegure-se de que a conta Twitter é pública.

%d blogueiros gostam disto: