Prelúdio “Dancer in the Dark”

dancer-in-the-dark-original - Cópia

Ao pensar em musicais, logo vêm à cabeça enredos felizes onde todos apenas cantam e dançam nem nenhuma preocupação. Mas este não é um musical como os que todos estão acostumados. É um drama musical.

Um verdadeiro transe onde a protagonista compartilha sua dor com o espectador.  Dor esta que ela tenta exterminar em cada som que ouve, em cada brisa que sente. Uma imigrante tcheca, amante inveterada de musicais hollywoodianos que constantemente sonha acordada e tenta, de alguma forma, transformar sua infeliz vida em um.

Para esta mulher não há nada mais estarrecedor do que o silêncio. Realmente abominável. Ela precisa de ritmo e de compasso para tornar seu cotidiano um pouco menos doloroso. É seu combustível diário. O destino pregou uma peça nela e, para impedir que o filho passe pelo mesmo, ela faz coisas que até ela mesma duvida. Cega de vontade, não distingue a realidade do amor que sente pelo filho. Uma mulher capaz de tudo. Nem que custe a própria vida.

Enfim, nada de detalhes gerais da história, nomes de personagem e análises mirabolantes. Pelo menos por agora.

Este texto é apenas um prelúdio para uma análise mais detalhada sobre “Dancer in the Dark”, filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2000 do premiado e polêmico diretor Lars Von Trier. A convincente atuação de Björk rendeu a ela o galardão de Melhor Atriz no mesmo festival. Abaixo, uma notável passagem de Selma Jezková no longa:

Selma

“Não acha chato quando cantam a última canção num filme? (…) Porque sabe-se que é o ápice e a câmera vai até o teto e você sabe que vai acabar. Detesto isso. Detesto mesmo. Eu trapaceava quando era criança na Tchecoslováquia. Eu saía do cinema logo depois da penúltima canção. Assim, o filme continuava pra sempre”.

Selma Jezková, sobre os musicais.
Dancer in the Dark, de Lars Von Trier. 2000. dancando-no-escuro

Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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Felippe Alves


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