Amor A Toda Prova

Amores interligados e… possíveis desentendimentos

Crazy, Stupid, Love.

Por Felippe Alves

O tempo realmente amadurece, digamos, em todos os sentimentos existentes? Ou ele simplesmente se “esquece de passar”, implicando num eterno looping de insanidades? Esta segunda opção com certeza se aplica ao amor. Amor. Mas que palavra mais atemporal. Não importa a idade, a pessoa que busca o amor não mede esforços para torná-lo real. E é exatamente disso que estamos falando aqui.

Amor A Toda Prova (Crazy Stupid Love, 2011) é a nova comédia distribuída pela Warner Bros. Pictures, estrelada e produzida por Steve Carell, que interpreta o quarentão careta Cal Weaver. O mundo dele cai quando sua esposa, a bela Emily (Julianne Moore) pede o divórcio. Logo depois de admitir que o traiu com um colega de trabalho, David Lindhagen (Kevin Bacon). Inconsolável, Cal passa suas noites sozinho no bar se enfurnando na bebida, até que o boa pinta Jacob Palmer (Ryan Gosling) se comove com a história dele e o protege, dando dicas de como recomeçar sua vida, conhecer novas mulheres e reencontrar sua masculinidade perdida nos anos 80. Numa ida ao familiar bar, Cal acaba conhecendo Kate (Marisa Tomei) e promete manter contato com ela. Até que um dia eles se reencontram de novo: na reunião de pais e filhos de Robbie. Mundo pequeno, huh?

Crazy Stupid Love

Mas não é só isso. O amor está presente em diferentes gerações. E essa provavelmente é a maior graça do filme. Robbie (Jonah Bobo), o filho de 13 anos do casal recém separado, se apaixona perdidamente pela babá de 17, Jessica (Analeigh Tipton) que, após ver o patrão traído, descobre uma queda por ele. Já Hannah (Emma Stone), a filha mais velha, advogada, não é daquelas que se deixa levar por uma conquista barata. E foi isso que despertou algo dentro de Jacob, que tenta conquistá-la a todo custo. Até que funciona. Isso até o velho Cal saber. Quando todas essas paixões vem a tona, de uma vez só, definitivamente não é um bom sinal.

Crazy, Stupid, Love.

Os diretores Glenn Ficarra e John Requa e o roteirista Dan Fogelman captaram exatamente a trollagem do amor, a capacidade que ele tem de tirar o sarro, não importa a idade. É um sentimento que obriga o indivíduo a se adaptar e se dobrar de todas as maneiras para conseguir pelo menos 5% pra usufruir de tudo aquilo. Por último mas não menos importante: a evolução pessoal e o amor nem sempre andam juntos. Amor A Toda Prova é uma excelente comédia romântica. Não só pelo elenco incrível, mas principalmente por explorar essas formas de amar e de redescobrir o amor em diferentes estágios da vida.

Também publicado no Jornal BLEH!

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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