Beyoncé – 4

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Standart

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Deluxe

O quarto disco de inéditas (que já se entrega no título) da Beyoncé, 4, vazou três semanas antes do lançamento oficial, que será 28 de junho. A própria Bey disse que não era esta a forma que queria que suas canções fossem apresentadas aos fãs, mas agradeceu as respostas positivas deles.

Maduro e, acima de tudo, intimista, o 4 se destaca justamente pelos vocais crus e pelo “não-uso” de edição na voz. Depois do álbum ao vivo (I Am… World Tour), ela percebeu que a voz pura é o que há. Foi o que ela disse ao site Just Jared:

Ao editar o I Am… World Tour, notei que o tom da minha voz é diferente ao vivo. Então eu usei esse tom durante todo o disco. Eu queria fazer algo refrescante e diferente, então eu misturei gêneros e me inspirei em turnês, fui viajar, ver bandas de rock, e ir às festas … eu era como uma cientista louca, colocando várias músicas diferentes ao mesmo tempo.

Bem, vamos aos destaques do álbum. A música que abre o disco, 1+1, condiz exatamente com essa característica. Trata-se de uma música nua, os vocais dela estão incríveis. Parece que nem foi mixada. Pra que edição quando se tem emoção? I Care, a faixa seguinte, tem uma vibe Halo (do Sasha Fierce) e chama a atenção pelas guitarras se intercalando com as firulas vocais da Bey, que a gente conhece e adora (a partir de 2:53). Best Thing I Never Had seria uma Irreplaceable – Parte 2, tem um instrumental e letra bacanas.

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Party nos remete à sua época nas Destiny’s Child e conta com as participações de Andre 3000, do Outkast, e de Kanye West. Rather Die Young é bem retrô, assim como Love On Top,  onde ela arrebenta nos vocais. Countdown é a Single Ladies do 4. Não tão icônica quanto, claro, mas que tem um senhor potencial para ser single, por ser extremamente radiofônica e expressiva. End of Time é meio Olodum feelings, principalmente pelo fato de que neste disco ela se inspirou fortemente nas batidas africanas. Prince, Earth, Wind & Fire, DeBarge, Lionel Richie, Fela Kuti (pioneiro do afrobeat) e Jackson 5 foram algumas das inspirações de Beyoncé no processo criativo do 4.

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Columbia, selo da Sony Music, ficou nervosa e com medo que o 4 flopasse por não ter nenhum hit parecido com o que os fãs estão acostumados, o que eu não entendi bem, visto pela semelhança com a sonoridade do álbum anterior, porém menos explosiva que o alterego poderoso da Mrs Knowles. O 4 tem grandes músicas ali, com potencial de single mesmo.

O selo pediu que ela regravasse o disco, principalmente pelo vazamento antecipado. Porém, ela se recusou. Só digo uma coisa: APLAUSOS. Pra que regravar algo que está perfeito como está? A forma como Bey concebeu o disco foi feita para agradar aos verdadeiros fãs, não a gravadora. Ser ela mesma e não se deixar moldar pela gravadora é mais uma de suas atitudes dignas de respeito.

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Ainda assim, pelo bem geral do marketing e das vendas, uma versão deluxe do disco foi anunciada com 3 faixas novas + 3 remixes do primeiro single, o hit Run The World (Girls), onde ela grita pra quem quiser ouvir que são as mulheres quem mandam na “bagaça”.

Pra finalizar: a Bey acertou a mão neste álbum? Pode ter certeza que sim: ela sambou na cara de todos. Enquanto muitos querem chocar a sociedade com músicas bizarras e desconexas, ela resolveu dar um ar mais simplista às gravações. O simples aqui representa a evolução. Independente se a gravadora aprovar ou, até mesmo, os fãs.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

6 Respostas para “Beyoncé – 4

  1. Ponto para os cantores que optam por fazer algo mais cru em tempos onde a mixagem se tornou imprescindível. As gravadoras preferem tapar os ouvidos para um som simples, pois elas só estão preocupadas com o barulho do dinheiro caindo. Avril Lavigne por exemplo, teve que “brigar” pelo conceito do seu álbum para depois de muito esforço conseguir lança-lo e ainda assim a gravadora esta trabalhando em cima dos hits mais mixados vendendo uma imagem errada do álbum que soa muito mais triste que alegrinho. Mas enfim, algo tem que ser feito pelo bem do marketing…
    Ainda bem que temos gravadoras como a Wind-Up que acreditam em seus artistas e dão à eles a liberdade de criar o som que quiserem como fazem com o Evanescence, que apesar da demora entre um álbum e outro, sempre aparece com um som único.

  2. Tássio

    “Ao editar o I Am… World Tour, notei que o tom da minha voz é diferente ao vivo”

    Claro, filha. Ao vivo você não usa auto tune

  3. Bruno

    Comprei e ouvi four da beyonce…
    Sinceramente, me decepcionei….esperava bem mais de uma das minhas divas preferidas !

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Felippe Alves


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