John Fogerty reaviva nostalgia em show na capital paulista

Por Felippe Alves

John Fogerty, cantor, compositor, guitarrista e ex-membro da banda norte-americana Creedence Clearwater Revival, fez a noite dos paulistas com um show inesquecível no Credicard Hall. Pela primeira vez no Brasil, a turnê na América do Sul iniciou-se no Rio de Janeiro na noite de sexta-feira, 6, e no sábado, 7, em Belo Horizonte. São Paulo foi privilegiada com dois shows no Credicard, nos 8 e 10 de maio.

O repertório conta com sucessos do quarteto norte-americano e da carreira solo de Fogerty. Ele compôs todos os sucessos da banda, sendo que nove singles emplacaram o Top 10 nas paradas de sucesso, entre eles Proud Mary e a clássica (e muito regravada, só pra constar) Have You Ever Seen The Rain. Com sete discos de estúdio entre 1968 e 1972, entraram merecidamente no Rock n Roll Hall of Fame no ano de 1993.

Fogerty subiu pontualmente ao palco. O show deste domingo, 8, estava marcado para as 20 horas e, cada minuto que se passava, automaticamente ficava na lembrança. Hey Tonight abriu o show com sua introdução na guitarra psicodelizando a noite, seguida de Green River e Who’ll Stop The Rain. Quanto à esta última, conversando com a plateia, ele relembrou do Festival Woodstock e que esteve com muitos ícones como Hendrix, “meu grande amigo Carlos Santana” e todos aqueles hippongos. Susie Q, Lookin’ Out My Back Door e Lodi integraram este bloco inicial do show.

Ao cantar Born on the Bayou, notamos que sua voz continua imponente, apesar de ter mudado com o passar dos anos. Muito disposto e bem humorado, o astro de 65 anos roubou a cena com sua aparência jovem e despojada. Visivelmente um cara “família”, dedicou Have You Ever Seen The Rain à sua filha e desejou um Feliz Dia das Mães. Da carreira solo, os destaques foram pra Ramble Tumble, Rock N Roll Girls, Dont You Wish It Was True e The Old Man Down The Road. Roy Orbison foi homenageado quando Fogerty cantou Oh, Pretty Woman. Long As I Can See The Light foi outro ponto alto da noite, com a platéia afinada cantando em coro.

Bad Moon Rising e Fortunate Son foram o adeus de Fogerty. Nada disso. O encore contou com Rockin’ All Over The World e a… Um momento só, deixa eu só tomar um fôlego. Pronto. Proud Mary! Pronto, agora todos podiam ir embora felizes. Finalizar o show com Proud Mary é no mínimo extasiante. Pelo menos o coração aguentou.

Publicado no Jornal Bleh!

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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