Tempo incerto

Pra uma pessoa nascer, crescer, desenvolver-se profissionalmente e, por ventura, ter um relacionamento amoroso bem sucedido (não que seja realmente necessário em certos casos), leva um considerável período de tempo. Só que poucos se dão conta que esta pessoa pode acabar com tudo isso em segundos. Agora você se pergunta: vale realmente a pena uma pessoa nascer e gastar

dias
meses
anos

de sua vida fazendo o seu melhor e acabar com tudo o que conquistou assim? Absolutamente do nada! Para que nascer? Para se deparar com a infelicidade? Seguinte, Deus sabe de tudo. Ele compreende o universo e tudo relacionado a ele, além de ter total controle quanto ao passado, ao presente e ao futuro. E claro, além do futuro. Quantos dias anos levam para construirmos uma vida feliz? Pessoas não deveriam nascer pra sofrer. O nascimento de uma pessoa deveria soar como a introdução da felicidade. O primeiro ato digno. Um sopro literal do ato de viver. Pessoas se enfiam em armadilhas e não conseguem se libertar delas. O sofrimento foi feito para ensinar, mas às vezes parece que ele existe só para fazer doer. Limitações pessoais entram facilmente no rol de motivos para correr daqui pra fora, se é que me entendem. Quando não concretizamos algo por mais que tentemos, a culpa é sempre de nossas limitações, de nossa incompetência, da nossa falta de capacidade. Ok, às vezes nem por falta de capacidade. Ela existe, só que não consegue se externar da maneira correta. Vemos pessoas correndo de um lado pro outro, “dando seu jeito”. Ao vermos tudo isso, sentimos que o mundo gira. Peraí. Ele gira, sim. Menos eu. “Pára o mundo que eu quero descer”. Só agora que me dei conta que ele já estava girando sem minha presença há um considerável tempo. Como lidar? Eu faço parte do mundo, correto? Com seus projetos, ideais e achava ajudar na ascensão dele a minha maneira. Porém, o mundo é diferente de mim. Meus pensamentos diferem anos-luz do mundo e nas pessoas que nele habitam. De uma coisa eu tenho certeza: o mundo não vai se adaptar a mim. Assim como eu também não me adaptarei ao mundo. Nem que isso leve o meu fim, eu não vou me importar. Chega de vender a si mesmo e ser um eterno concordante. Se isso me fizer perder amigos ou confidentes, ótimo. A pergunta central é: vale realmente a pena nascer e vir ao mundo pra passar por tudo isso? Merecemos realmente algo bom que contribua para a nossa felicidade profissional e, principalmente, profissional? Responder a pergunta da boca pra fora não basta. É preciso ajudar a encontrar a luz no final de tudo. Concretizar. Palavras jamais terão o mesmo efeito que ações. Numa folha de papel tudo pode soar bonito. Enfim, acho que disse tudo. Ou não.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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Felippe Alves


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