One and One and One is Four

Este texto não é do Felippe Alves. É sobre o Felippe Alves. É mais um trabalho acadêmico cujo intuito era “perfilar” uma pessoa por um ponto muito característico dela. E foi sobre mim que o acadêmico e amigo de Jornalismo Hans Misfeldt, 21 anos, fez o texto. Eu achei esses dias no meu email e, como recordar é viver, resolvi compartilhá-lo com vocês. Só pra constar: o Blog do Alves também é destinado a textos alheios. Então, aqui vai.

One and One and One is Four

Desde criança, Felippe Alves sempre gostou de música. Ainda muito pequeno, adorava mexer os LPs dos pais, a fim de procurar algo interessante. BJ Thomas, ABBA, Elvis Presley e Lionel Ritchie foram alguns dos artistas que ele conheceu através desses LPs e CDs guardados a sete chaves em uma estante escondida na sala. A verdadeira paixão musical veio alguns anos depois: o quarteto fantástico britânico, Os Beatles. Felippe passava dias gravando fitas k7 selecionando cada música que ouvia, cada música inesquecível que ficava na cabeça. Com 10 anos de idade, ganhou um piano vermelho de brinquedo. Gravada na memória, tinha uma música que ele logo se interessou. A música estava numa rotação um pouco mais acelerada. Curioso, ele perguntou pra tia:

– Que música é essa?

– É Let It Be dos Beatles – ela respondeu.

Assim que chegou em casa, sentou no chão e retirou todos os LPs da estante da sala. Ele encontrou um LP: The Beatles: 20 Greatest Hits. Olhou na contra-capa pra ver se tinha Let It Be. Ele estava hipnotizado e precisava colocar pra ouvir a qualquer custo. Tinha Let It Be no lado B. Nem leu o lado A do LP direito e já foi colocando o vinil na vitrola. A música que abria o lado B da coletânea era Penny Lane. Ao ouvir Penny Lane, Felippe logo se sentiu bem e feliz ao ouvir aquelas notas repetitivamente no piano. Uma ponta de respeito e admiração pelos 4 rapazes de Liverpool, sem sombra de dúvida, nasceu naquele momento. E então ele finalmente ouviu Let It Be. E adorou. Assim como cada uma das dezoito músicas restantes de ambos os lados. Com 11 anos, Felippe podia dizer que gostava muito dos Beatles. Mas isso foi apenas o começo. Outros artistas foram aparecendo e ele logo se interessou em conhecer. Digamos que ele esqueceu um pouco a febre britânica. As músicas do quarteto fantástico estavam arquivadas em um espaço especial dentro da cabeça dele e, principalmente, do coração.

Com 15 ou 16 anos, o já adolescente Felippe Alves sentou-se em frente a estante de LPs. Inconscientemente, relembrando os velhos tempos. Pegou o LP dos Beatles em suas mãos e ficou lembrando de tudo: das fitas k7, dos riscos em Penny Lane – a música que era sempre repetida no LP – e etc. Let it Be, tecnicamente, foi a primeira música que o Felippe conheceu – um instrumental acelerado num pianinho de brinquedo. Mas o fato é que Penny Lane foi a primeira. Para chegar a Let It Be no LP era necessário passar por Penny Lane, a abertura do lado B. Com todas as lembranças (e sentimentos) vindo a tona, ele podia se declarar oficialmente um fã ardoroso da banda. A ânsia de conhecer os outros discos, os outros singles de sucesso, fatos e curiosidades sobre cada gravação detalhadamente não tardou nem um pouco. Em pouco tempo, ele aprendeu cada música, cada nota musical foi arquivada especialmente para cada momento. Num piscar de olhos, CDs e DVDs originais encheram as prateleiras e ele ainda consegue se lembrar da primeira sensação de ouvir o quarteto fantástico pela primeira vez.

A família em geral, primos e tios principalmente, repreendiam Felippe por ele comprar CDs e DVDs originais dos Beatles ou de qualquer outro artista. “Para que se você pode baixar da internet?” Simplesmente não entendiam que para os verdadeiros fãs significa muito, além de ser gratificante, ter os CDs originais. É involuntário: pelo menos uma música por dia, o jovem Felippe tem que ouvir. Seja da fase beatlemania, da psicodelia ou da fase política. Vejamos uma comparação mais mundana: um amante de futebol não passa uma quarta sem assistir um jogo ou pelo menos entrar na internet pra ver a colocação do time do coração. Ninguém troca de time do dia pra noite. A mesma coisa com os Beatles. Pessoas que dizem gostar deles falam: “Ah, são os Beatles, né? Não preciso falar mais nada”. Se deixam levar pelo nome deles e pronto. Pessoas devem perceber com atenção o que eles representam, a importância para a música, seu legado – que não é pequeno, muito menos “esquecível”.

Pode-se dizer que os Beatles são a banda preferida do Felippe. Não só a banda preferida, mas os responsáveis por novos conhecimentos musicais, além de serem os culpados pelo aumento do repertório para estilos semelhantes e outros completamente novos. John Lennon dizia que AMOR era tudo o que o indivíduo precisava (parafraseando a canção All You Need is Love, de 67). E, ao tomar gosto deste amor, ele perceberia que NUNCA seria o suficiente. Para Felippe Alves, isso se auto-explica perfeitamente.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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