O fim de uma era. O início de outra.

Twp. of Wellesley, Ontario - Friday Feb 22, 2008  -  Four Wellesley Township fire stations were needed to battle a blaze at Aaron Martin Harness Ltd. at 4445 Posey Line west of Wallenstien. The 6:30am fire consumed the business and nearby structures .  Robert Wilson, Record staff - see story by Brian Cladwell
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9:12:12 AM • 22/02/08 • Twp. of Wellesley19042

13:25. Era mais um dia comum para Rodrigo no trabalho. Acabara de voltar do almoço, um tanto animado por aquele dia ser um pouco diferente dos demais. Alguns bons minutos depois, seu chefe o chama na “sala fria”. Já havia sido antes, logo a tensão deixara de existir há muito. Chegando na sala, sentou-se. Sem mais delongas, o chefe disse:

– A rede comunicativa da empresa será mudada às pressas e precisamos substituir  você por alguém mais experiente.

O que era estranho, pois Rodrigo cobria a quantidade de trabalho por dia. Isso não soava convincente. Mas pra que lutar por alguma coisa quando se chega a esse ponto? O jeito era encarar os fatos e seguir, oras.

Mesmo assim, o subconsciente leu aquilo como: então quer dizer que não estarei mais trabalhando neste departamento, entendi. Mas claro, não foi isso. Ele estava fora, cortado, deixado de lado. Substituído.

A vida explodiu tudo na sua cara, não tornando possível – até aquele momento – todos os seus planos? Sim, mas ele encarou aquilo como um sinal. Um sinal de que algo melhor está por vir. E de que nada é pra sempre. A propósito, isso era um fato desde quando pisou no local. Voltando à realidade, o chefe:

– Então, não vai falar nada?

A conversa acabou com uma tentativa sem êxito de consolo do chefe para o recém desempregado.

“O mundo é seu” ou

você tem muito a ganhar lá fora” ou

“você achará algo que realmente se encaixará” e até mesmo:

as portas da casa estarão sempre abertas”

O único sentido que ele conseguiu decifrar nessa última frase foi o denotativo. Por motivos óbvios. Tão óbvio quanto o acidente da penicilina ou da gravidade. Sejamos realistas. Fim.

Naquele momento, nada importava. Só uma coisa importava: a emancipação. A volta ao topo. Ou, no caso, até a metade. O topo ele sabia que estaria por vir. Uma hora ou outra, viria.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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Felippe Alves


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