Jagged Little Pill, 15 anos

Hoje é aniversário de 15 anos do álbum “debutante” da cantora canadense Alanis Morissette: o ganhador de 4 Grammy Awards Jagged Little Pill. Aqui vai um breve especial sobre esse álbum que, além de ser autêntico,  é o álbum de estréia mais vendido por uma cantora no mundo inteiro.

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Na verdade, esse é o primeiro álbum da cantora lançado internacionalmente. Alanis havia lançado os álbuns “Alanis”, de 1991, e “Now is the Time”, de 1992, somente no Canadá, álbuns que fizeram um sucesso considerável por lá.

Com o programa infantil exibido pelo canal Nickelodeon em 1987 “You Can’t Do That on Television”, shows de calouros e mais algumas pontas que fez na TV, ela pode juntar uns trocados e pagar suas fitas demo, sempre correndo atrás dos holofotes. Desde nova, Alanis teve noção do que é a indústria fonográfica e do quão difícil era se estabelecer… até que um dia, ela finalmente conseguiu os holofotes. E muito rapidamente, por sinal.

Em fevereiro de 1994, Alanis se mudou para Los Angeles, Califórnia, com o intuito de procurar por novos produtores, novas parcerias e, além de tudo, dar uma nova cara à sua música. Foi aí que apareceu Glen Ballard, renomado produtor  que já havia trabalhado com o astro pop Michael Jackson e futuro produtor do álbum que marcaria pra sempre a carreira da jovem Alanis.

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As gravações se deram no estúdio pessoal de Glen em Los Angeles e Alanis teve colaborações importantes como Flea e Dave Navarro, baixista e guitarrista respectivamente, da banda de rock californiana Red Hot Chili Peppers. Desde o início, Alanis e Glen se deram muito bem. Ele foi uma espécie de mentor para ela, sempre incentivando-a a colocar tudo pra fora, sempre com muita emoção. Na verdade, ela tinha tanta emoção que às vezes era necessário dizer para ela baixar um pouco a bola. Brincadeira a parte, a boa relação entre os dois só ajudou a fluir cada vez mais o processo de composição das letras e das melodias do disco.

Soaria pretensioso dizer que o Jagged Little Pill é um álbum autobiográfico? Pensemos: letras maduras e arranjos revoltados de uma menina que lutava contra seus demônios e que definitivamente precisava exorcizá-los?  Essa certamente foi a melhor forma, não acham? Se não acham, esperem um momento que eu vou chamar o Padre Merrin.

alanis jlpEm 1992, Madonna criou a Maverick Records, filiada da Warner Brothers Records. E…? E daí que três anos depois, o empresário da rainha do pop, Guy Oseary, ouviu a fita demo de Alanis e, impressionado, a chamou para o estúdio para mostrar “o que a canadense tem”. Ela colocou “Perfect” pra tocar. Guy se arrepiou com aquelas letras e arranjos maduros para uma jovem de 21 anos e naquele momento teve certeza de que deveria contratá-la: “vamos lá, dê uma chance e contrate a garota revoltada e emocional”. Sério. Sem nem ouvir as outras músicas, só tendo ouvido “Perfect”, ele já tinha certeza que queria contratá-la. Ao sair do estúdio, Alanis finalmente conseguiu o que tanto almejava. E isso foi só o começo.

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Jagged Little Pill foi a passagem da puberdade pra vida adulta de Alanis. No primeiro single do álbum, You Oughta Know, Alanis grita com seus vocais poderosos a fúria pela traição de um ex-namorado. Em Hand In My Pocket, ela fala das diversas situações que a vida nos coloca – boas ou ruins – mas que apesar disso, tudo vai ficar bem e que devemos manter a esperança e o otimismo sempre. Ironic… comentário pessoal: foi feita justamente pra mim. Uma das melhores, se não a melhor letra do disco: fala das peças que a vida nos prega sem prévio aviso (oi). A vida tem um jeito engraçado de fazer com que tudo exploda na sua cara quando tudo está indo bem, assim como ela tem a capacidade de te ajudar nos piores momentos da vida.

Em You Learn, ela explica que em tudo na vida se aprende uma lição, não importa o quão dolorosa ela seja. Head Over Feet foi outro ponto alto do álbum, em que ela se diz apaixonada por uma pessoa a qual não pretendia sentir nada. Engolida pelo sentimento, viu que não podia mais lutar contra.  O último single do disco, All I Really Want, primeiramente chamada de “The Bottom Line”, não teve um clipe oficial e sim imagens de outras apresentações ao vivo como You Oughta Know e Hand In My Pocket.

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O álbum vendeu 30 milhões de cópias mundialmente e mostrou que uma novata pode desbancar cantoras com anos de experiência. Um exemplo disso: o disco foi indicado a seis categorias no Grammy Awards 1996, ganhando quatro estatuetas: Melhor Performance Vocal de Rock Feminina e Melhor Canção Rock para You Oughta Know, Melhor Álbum de Rock e Álbum do Ano. No aniversário de uma década do álbum, Alanis se junta novamente a Glen Ballard pra matar a saudade dos velhos tempos e tomar uns drinks. Foi então lançado o Jagged Little Pill Acústico, uma releitura interessante com arranjos assim digamos, mais espirituais.

Jagged Little Pill: um álbum cru, sem mimimimis e vocalmente poderoso. Um disco que tem por finalidade transmitir a agressividade, a dor e a angústia de uma jovem até então aspirante a fama e ao reconhecimento.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

3 Respostas para “Jagged Little Pill, 15 anos

  1. N/ao li o post, lógico. Porque nem curto Alanis nesse ponto.. mas fiquei em dúvida.. na segunda foto, uma foto da própria Alanis, ela está fazendo o sinal de “vai tomar no cú” com a mão?
    Achei fino!

  2. HAHAHAHAHAHAHAHAHA! Na verdade, essa foto é da era ‘Junkie’, 2º álbum dela. Ela voltou mais espiritualizada do retiro que fez pra Índia e tal. Mas enfim, pode ser mensagem subliminar mesmo (?) HAHAHAHAHA!

  3. David Carvalho

    Muito legal essa releitura deste incrível álbum da Alanis.Eu não tinha conhecimento do processo de criação desse álbum.

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Felippe Alves


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