Memória elefântica – parte 1

 

Abri essa seção aqui no Blog do Alves pra postar situações antigas agradáveis (ou não) das quais me lembro (ou me lembrarei daqui alguns anos). 

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Dezembro de 2002. Felippe, com 12 anos, sofria com uma dor de dente terrível. Detalhe: no momento ainda não era o siso. Era uma dor devido ao uso de um aparelho móvel que incomodava de verdade. Pra passar a dor, eu era obrigado a tomar Anador líquido. Pra começar, eu odeio remédio líquido: Tylenol, Novalgina e afins. Até hoje, eu prefiro comprimidos – hipocondríaco mode on. Exceto por um remédio: Amoxicilina, antibiótico, porque ele é doce e o mais importante: não é enjoativo. Retomando… durante a madrugada, a dor aumentou. Levantei, fui no quarto da minha mãe pedir pra ela me dar o remédio. Ela, ao invés de me medicar, disse: “Coloca 30 gotas de Anador num pouco de água e bebe”. Tava tão sonolento que a dosagem passou do permitido. Devo ter colocado umas 40 ou 45 gotas. Sorte que eu só errei a dosagem do remédio. Já pensaram se eu tivesse pingado o remédio num copinho de pinga? Não seria tão boa idéia assim, hein? Enfim, tomei com a maior cara de nojo possível e depois voltei a dormir.

Na manhã seguinte, eu não acordei. Mas como vocês podem ver, eu não morri. O telefone tocou e eu não atendi. Ligaram inúmeras vezes e nada. Nisso, meu pai, assustado, saiu da empresa correndo e foi pra casa. Na época, minha vó paterna morava na rua acima da minha. Ela tocou a campainha e eu, sonolento, atendi. Ela disse que todo mundo tava preocupado comigo, que pensaram o pior e tudo o mais. Logo depois, meu pai chega em casa mais branco que papel. Vendo que tava tudo bem, voltou. E todos retomaram suas vidas. E eu? Continuei com dor e ainda fui advertido por ter me dopado e assustado aos outros desse jeito. Mas que culpa eu tive? Tava com sono e a dosagem passou do permitido. Ou acham que eu AMO Anador a ponto de tomar a embalagem toda? Se fosse ao menos amoxicilina *olhando pro teto*

O fato é: não peça a uma criança para que se medique sozinha em plena madrugada. Ela pode se dopar. Negligência mesmo.

P.S.: Até hoje, Anador me dá arrepios. Por ser amargo e ter um gosto horrível e, principalmente, por ter me dopado.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

Uma resposta para “Memória elefântica – parte 1

  1. Laís

    Me lembro de quando eu era menor (de idade e TAMBÉM de tamanho, é, isso mesmo, já fui menor do que sou! –‘) sempre tomava escondido aqueles remédios que médicos homeopatas receitam. Fazer o que, cada louco com sua mania :S

    P.S.: Ainda bem que nenhum médico receitou morfina, já pensou eu ter o mesmo fim que o grande MJ? :O

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Felippe Alves


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