O nascimento do ser humano sob a ótica do médico

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A vinda dos seres humanos ao mundo é vista como a coisa mais maravilhosa do mundo. Nascer, geralmente, é lindo. Nascer é fácil, o problema é sobreviver neste mundo maléfico onde todos querem pisar em você e ainda dar tchauzinho do alto do pedestal. Nunca paramos pra pensar o que um médico obstetra pensa na hora que traz uma criança ao mundo. Numa conversa no MSN, eu pensei nisso e fiquei matutando, sabe? As pessoas estão sempre reclamando das injustiças no mundo: a fome, a desgraça, a náusea, a solidão, o infortúnio. Na maior parte dos casos, o período de gestação para os bebês é sempre aconchegante – sem falar pras mães, que amadurecem (err… nem sempre, claro) – e relaxante. Acho que a pessoa é mais feliz nos nove meses de gestação.  Ao nascer, ao invés de levar do obstetra o tradicional tapinha na bunda, o médico fala para o recém-nascido:

– Bem vindo (?) ao mundo, colega. Você tem noção do que você acabou de fazer? Trocar uma vida tão relaxada e segura no útero da sua mãe, tendo todas as suas necessidades supridas… flutuando, quentinho, sem preocupações e sem barulho. Você tem mesmo certeza do que está fazendo? Deveria ser como naquele texto de Chaplin: voltar pro útero num orgasmo deveria ser o estágio final da vida de uma pessoa. Olha, pra vir ao mundo tem que ser corajoso, viu? Enfim, agora não tem mais jeito mesmo. Resolveu sair do útero, incomodando sua mãe, não foi? Agora aguente as conseqüências.

Sair ou não sair de uma vida tranqüila do útero? Eis a questão. Ok, não levem isso a sério. Os médicos não pensam assim. Ou pensam? Enfim, todo mundo tem o dom de se reproduzir, de vir ao mundo. Agora, como será… ninguém sabe. Quem tiver que sofrer, vai sofrer e ponto. Mais que novela mexicana. Mas pra que o pessimismo, não é minha gente?

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

2 Respostas para “O nascimento do ser humano sob a ótica do médico

  1. Laís

    um dia farei um comentário muito pertinente. Mas só quando não estiver com sono, rs.

    Beijo Beijo;*

  2. Laís

    Olha, não sei se hoje é o dia certo para um comentário pertinente. Não pelo dia em si, nem pelo frio polar que faz em São Paulo. Mas pelo raciocínio lento e a visão comprometida que tenho/estou. Enfim, mãos à obra…
    À começar, não tem como deixar de dizer que a profissão de um médico é super-hiper-mega-linda! Acho que muitas das vezes os médicos, principalmente obstetras, pensam em como a criança vai viver, em como será seu futuro e lá vão questões; e acho também que a maioria, para não dizer todos, deseja sempre um futuro agradável e lindo para aquele pequeno ser que ele acaba de ‘ajudar a trazer’ para o mundo fora da grande ou pequena bolha que é o útero, rs.
    Assim como escreveu, o mundo aqui ‘fora’ é muito mais complexo. Mas quando seguimos caminhos certos, por maiores que sejam as dores e desilusões, elas servirão para construirmos uma vida e também a felicidade.
    Em meio às minhas crises loucas de tpm e também da puberdade, já disse repetidamente que desejava morrer, que a vida era uma porcaria, que eu sofria demais, haha… Pobre adolescente idiota! Não que a vida seja fácil, mas quando se sabe viver, nada é tão complicado.
    E, por fim, Chaplin que me desculpe, mas “um belo orgasmo” como início da vida é indiscutivelmente mais “prazeroso”. Mas deveríamos morrer felizes como se estivéssemos tendo um. Só não me pergunte como é tê-lo. haha
    Beijo, Beijo;*

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Felippe Alves


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