Enquanto isso, no colegial…

 

Acho que vou mudar o nome do blog. Não será mais Blog do Alves. Tá mais pra Blog dos Sonhos, porque ultimamente é o que mais tenho postado. Desta vez foi com o colegial. De novo.

As imagens dos corredores da minha antiga escola continuam me perseguindo. E nesse sonho foi de uma maneira, digamos, bizarra.

 

Felippe chega na rotineira escola com uma mala. Não parece estar consciente do lugar, ainda. Procura a sala do 3º Colegial e não a encontra. Ao subir as escadas, encontra os amigos que estudaram com ele no Ensino Fundamental. Alguns bem diferentes do que ele costumava ver. Uns com cabelo rastafari, outros vestidos como hippies, assim como aqueles aspirantes a modelos com roupas de grife. Quando finalmente chega no corredor, ele direciona sua retina para a aglomeração de estudantes. Os amigos/colegas/sejam-lá-o-que-for antigos ficam olhando para o recém-chegado. Diferente do Felippe da realidade, o Felippe do sonho passava por eles com um olhar austero, seguro, não se importando a mínima com piadas e criancices com as quais ele teve que lidar quando criança. Foi aí que ele se deu conta que os demais alunos também tinham malas nas mãos. Então, concluiu que a escola não era mais apenas uma escola e sim um internato. Não foi o fato da escola ter se tornado um internato, nem muito menos como se tornou um. O que mais chamou a atenção do Felippe REAL foi como o FANTASIOSO lidou com os demais alunos. Com indiferença, sem sentimentos, sem vontade de “confraternizar”, digamos assim. Depois de tantas desilusões e problemas de relacionamento com essas mesmas pessoas que ele reencontra, ele simplesmente chega na escola completamente disposto a não permitir que ninguém quebre sua moral, sua reputação, seu coração. Se tivessem corações partidos, certamente o dele não seria um deles. Quer ser respeitado e, se fosse possível, humilharia quem tentasse pisar no seu calo. Era como se aquele olhar austero dissesse: “Eu mudei. Ai de quem se colocar no meu caminho. Vão desejar nunca ter nascido. Jamais subestime o poder de uma pessoa partida querendo vingança”.

Não sei se o Felippe REAL teria essa segurança, realmente. Ele não teve essa segurança. Agora é tarde. Ele não pôde trabalhar o passado dele, mas agora pode trabalhar o futuro.

Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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