Desemprego: desinteresse ou falta de sorte?

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Não é todo jovem que consegue arrumar emprego da noite pro dia. Ainda mais na área em que está se investindo

Arrumar emprego atualmente não é fácil pra ninguém, não é minha gente? Com o mercado de trabalho concorrido do jeito que está, pra arrumar emprego na área em que se está investindo já é difícil, imagine fora da área pretendida. Jovens entre 16 e 24 anos passam por isso atualmente em diferentes estados do Brasil. Agências de empregos fervem com jovens desesperados a procura de um emprego melhor ou pior: ainda esperando ansiosamente pelo primeiro emprego, pela independência.

Começar uma faculdade, dar entrada num carro ou quem sabe num apartamento. Sair um pouco debaixo das asas dos pais (quando todos sabem que nem sempre isso acontece de fato). Seja como telemarketing, auxiliar administrativo, serviços gerais (ou no popular “faz de tudo” ou “posso ajudar?”), jovens não ligam pra como vão trabalhar e sim quando podem começar, sem demora.

Poderia muito bem falar que o desemprego é um fato relativo. Pura questão de sorte e azar. Quem não está procurando de verdade, digamos que só procurando por procurar, arruma muito mais facilmente do que aquele que passa horas numa fila num centro de empregos e agências em geral e acaba saindo desanimado e sem esperanças no final do dia. Mas o fato é: os empregadores são exigentes demais? Ou não? Só contratam pessoas com experiência ou recomendação. E o primeiro emprego, como fica?

A falta de oportunidades é gritante, mas não vale a pena generalizar. Nem todos os lugares cobram que os candidatos tenham “isso ou aquilo” de cursos e afins: claro, sem se esquecer que em certos casos, é importante sim que a pessoa preencha o requisito necessário pra entrar pr’aquela vaga. Bom ter cursos profissionalizantes no currículo assim como cursos de idiomas e aperfeiçoamentos em cursos da área em que estuda ou não: o indivíduo pode muito bem seguir uma área alternativa, se quiser.

Arrumar emprego não é fácil, mas também não é impossível. A vida nos prega peças. Quanto mais se procura ensandecidamente por algo, mais difícil fica de encontrar. E um fato curioso: quando surge a primeira entrevista, surge mais três ou quatro de uma vez. Tá, nem sempre, eu sei. Mas a procura continua. A procura deve continuar. Uma hora ou outra, algo vai aparecer. Nem que seja pra ganhar um salário mínimo. Acredite: muitas pessoas se contentam com R$ 465,00. Melhor um salário mínimo na mão do que nenhum voando.

Felippe Alves é um acadêmico de Jornalismo desempregado, sedento por um emprego, de preferência na área investida, que sonha em estudar piano e trabalhar com música, sua eterna paixão desmedida, claro, além do Jornalismo.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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