O Menino da Porteira

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O Menino da Porteira é uma refilmagem do grande sucesso de bilheteria do ano de 1977 dirigida por Jeremias Moreira, também diretor da primeira versão. Nascido em Taquaritinga, se mudou pra São Paulo e cursou a Escola Belas Artes. Sua estréia no cinema foi com a primeira versão do filme que lhe deu grande reconhecimento. O roteiro da película é de Carlos Nascimbeni e Beto Moraes. Baseado na música homônima de 1955 composta por Teddy Vieira e Luís Raimundo (Luisinho) e interpretada por Luisinho e Limeira (Ivo Raimundo). Grandes músicos sertanejos regravaram a canção entre eles Tião Carreiro e Pardinho e Sérgio Reis, o boiadeiro Diogo Mendonça na versão original.  As cenas foram filmadas em Brotas, interior de São Paulo, cidade natal do cantor Daniel, o boiadeiro Diogo, também intérprete da trilha sonora do longa, e em uma cidade cenográfica em Paulínia, também no interior paulista, no Pólo Cinematográfico da cidade.

Vanessa Giácomo dá a vida à Juliana, enteada do Major Batista, interpretado por José de Abreu. João Pedro Camargo é o menino da porteira. Aos oito anos de idade, já trabalhou no filme Acquária de Sandy e Júnior e estrelou vários comerciais na TV. O filme também tem a ilustre presença de Rosi Campos, no papel de Filoca, “alma gêmea” de Zé Coqueiro (Antonio Edson), o típico caipira de bom humor que arranca risadas de todos.

A ganância ruleia na Fazenda Ouro Fino em Minas Gerais. Tudo começa quando Diogo chega à fazenda com intenção de vender sua boiada ao arrogante Major Batista. Os criadores locais o alertam para não vender ao preço estipulado pelo major, que ao saber do ocorrido fica furioso e alavanca uma batalha com o peão e os moradores do Sítio Remanso, propriedade de Octacílio Mendes (Eucir de Souza), pai do menino da porteira. Rodrigo, que sonha em reger uma boiada com berrante e tudo o mais, fica cada vez mais próximo de Diogo. Juliana se apaixona por Diogo, o que é pior, e passa a ser vigiada pelos capangas do padrasto. Logo, o alvo do major para sua diabólica vingança é o inocente garoto. A tragédia central da trama não comove o major e seus capangas e a batalha continua. A prova verdadeira de que a ganância tem o seu preço.

Daniel atua com poucas falas, o que é bom pois o personagem dele não precisa falar muito pra expressar o que sente. A expressão facial é certeira valendo mais do que uma de suas falas. A autencidade dos números musicais comovem o espectador: Daniel não dubla as canções. Ele realmente solta as cordas vocais, cantando de uma maneira tão intensa que dá pra ver as veias praticamente saltando pra fora da tela.  José de Abreu representou com maestria o major Batista de uma maneira curiosa. Ele se imaginou com uma dor de dente e foi ao dentista retirar uma ponte para que a dor deixasse a atuação mais verdadeira. Vanessa Giácomo, que recentemente teve um filho, disse que a maternidade deu a ela uma visão diferenciada e que tudo correu perfeitamente bem. Sem falar nas demais atuações, um elenco muito bem selecionado. Quem assistiu a primeira versão notará cenas iguais ao estilo ctrl c + ctrl v mesmo, porém há muitas diferenças. Eu gostaria de citá-las, mas perderia a graça. Vale a pena comparar.  

O menino da porteira.jpg

Capa do VHS da primeira versão do filme de 1977

 

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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