O Show de Truman – O Show da Vida

 

O Show de Truman – O Show da Vida (The Truman Show, 1998, 102 minutos, EUA, Paramount Pictures) foi dirigido pelo diretor australiano Peter Weir e roteirizado por Andrew Niccol. Peter Weir é um renomado diretor, conhecido pelos filmes Sociedade dos Poetas Mortos (1989), Sem Medo de Viver (1993) e Mestre dos Mares (1993).

O Show de Truman conta com a estupenda atuação dramática de Jim Carrey, que faz o papel de Truman Burbank, que é o centro da película. Truman é uma farsa. “Literalmente falando”. Sua vida tem sido transmitida por um programa de TV paga 24 horas por dia. Seus pais o abandonaram e o diretor do programa resolveu fazer algo fútil que prendesse a atenção dos telespectadores. Ele mora em uma cidade cenográfica, com parentes e amigos cenográficos, um emprego cenográfico e o pior: ele não sabe de nada.

Tem uma vida rodeada de mentiras, com câmeras embaixo do seu nariz registrando todos os seus atos. Não deixam de registrar nenhum passo seu, visto que nas ruas tem webcams em todas as esquinas. Algo que é importante registrar é que, quando entra em um supermercado e compra algo, a marca acaba sendo divulgada, fazendo que com isso a popularidade do produto cresça. Mostra-se presente no filme o marketing, o merchandising. Uma câmera despenca do teto enquanto Truman dorme, deixando encabulado e cismado com tudo e com todos. Nos resta saber se Truman descobrirá o show feito às suas custas em breve ou não.

O filme trata de um assunto importante atualmente: a privacidade. O que leva uma pessoa a fazer um programa como Big Brother Brasil? Simples, além da audiência, as pessoas se tornam mais conhecidas e daí nascem as celebridades instantâneas. Mas e quando falamos de Truman Burbank? Ele não sabia que estava sendo filmado. Desde o seu nascimento estavam usando sua imagem sem permissão e seus direitos autorais não foram respeitados.

Bem, falemos da teoria culturológica. Consiste no compromisso da interação direta com as práticas políticas, sociais e culturais. Qual a relação que ela tem com O Show de Truman? Total. De uma forma ou de outra, quando falamos de “invasão de privacidade”, inconscientemente nos lembramos de reality shows. E eles são uma forma de cultura (em alguns casos pode ser considerada cultura de massa, quando é transmitida em TV aberta, caso contrário, é chamada de alta cultura), pois fazem parte do cotidiano do ser humano não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Como viver em uma casa coberta de câmeras capturando tudo? Pois é. O que as pessoas não fazem pelos seus quinze minutos de fama (às vezes, até mais do que isso)? Já dizia Andy Warhol: “no futuro, todas as pessoas terão seus 15 minutos de fama”.

Se quer assistir um filme cujo tema central seja comunicação pura, assista O Show de Truman. Uma linguagem atual, clara, objetiva e acima de tudo, com uma mensagem social. Um roteiro criativo fundamentado em teorias sociológicas e uma direção atraente, feita com maestria. Uma obra com uma originalidade fora de sério, ideal para ser mostrada em escolas e/ou universidade, especialmente no curso de comunicação social.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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