Curiosidades cinematográficas/televisivas

 

Há muitas curiosidades televisivas e cinematográficas que são muito peculiares incluindo muitos estilos. Vamos a elas, sem mais delongas. Pra começar, as curiosidades do seriado Chaves são as mais queridas pelos fãs e as mais notadas. Produzido e dirigido por Roberto Gomez Bolaños, o Chespirito (uma mistura com os nomes dos personagens Chapolin/Chaves com Shakespeare, apelido dado pelo diretor de cinema, Agustin P. Delgado, que o considerava um pequeno Shakespeare pela estutura dele, 1,60m. Os roteiros sempre inteligentes, baseando-se nas histórias famosas como Romeu e Julieta (Julieu e Romieta), Chopin, Cristóvão Colombo e etc. No episódio das ‘Goteiras da Dona Florinda’, no final do episódio, a câmera foca em uma bacia cheia de água. No episódio em que o Chaves morde um cachorro e o animal morre de infecção no focinho, a câmera logo foca o animal em cima do sofá do Seu Madruga. Os episódios do Chaves também passam reflexões aos espectadores. Na maioria, o Chaves dá uma moral da história. Exemplo: no episódio da ‘Casa da Bruxa’, quando a Dona Clotilde chega na casa dela e vê as crianças bisbilhotando e imaginando coisas, a Bruxa traz pirulitos embrulhados pra eles e no final eles falam:

– As bruxas não existem, bla bla bla. Não devemos nos guiar pelo que as pessoas se parecem e sim pelo que elas são (…)

Ou então no final do episódio do ‘Festival da Boa Vizinhança’:

– Boa Vizinhança são os vizinhos se dando bem e se entendendo, e não brigando!

Há também as curiosidades que dão medo, como no episódio do ‘Roupa Suja Lava-se em Público, num intervalo que o Kiko brinca com a cara do Seu Madruga, num rápido foco no rosto da Chiquinha, podemos ver um fósforo sendo aceso na casa da Bruxa do 71. Era a atriz Angeline Fernandez aproveitando o fato de não estar em cena pra fumar um cigarrinho. A atriz morreria de câncer de pulmão em 1994. Bizarro, pra quem nunca prestou atenção, preste.

Em relação às cinematográficas, me reservarei apenas a um diretor: Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, tinha manias bizarras como essa citada. E também gostava de focalizar comida no prato. Exemplo: no começo do filme Psicose (Psycho, 1960), ele focaliza um sanduíche em um prato antes de focalizar os personagens. Outra curiosidade: adorava aparecer subliminarmente nos seus filmes, como um figurante. Psicose lucrou muito e o diretor disse que o filme amedrontava apenas os espectadores, porque a ele, só fazia rir. A atriz Janet Leigh, Marion Crane, a mulher assassinada no chuveiro, disse que não teve medo na hora de filmar a cena e que usou água quente mesmo ao invés de fria, que daria um tom mais sombrio à cena. Mas na hora de ver nas telonas, o medo foi tanto que ela tomou banho de banheira por anos e, quando não tinha banheiro, tomava banho com o box todo aberto. Chegou a fazer terapia de tanto medo. Sem falar nas curiosidades extras como: sons da faca entrando no corpo da pessoa era facas sendo enfiada em melões, o próprio diretor testou tamanhos de facas diferentes pra chegar ao som desejado. O sangue era calda de chocolate. Ele disse que seria chocante demais se fosse filmado colorido, pela intensidade do vermelho do sangue. Foi o primeiro filme a focalizar um vaso dando descarga, o que era considerado mal educado. Se antes algo tão banal assim era exemplo de má educação, hoje tem coisas muito piores, hahaha. Eu quando vi Psicose pela primeira vez, tinha 14 anos, quando vi a notícia da morte da atriz Janet Leigh. Interessei-me e aluguei, ainda em VHS. Não dormi por duas noites seguidas de tanto apavoramento. Mas eu comprei o filme em DVD Duplo, porque um medo tem de ser enfrentado de frente. Hoje, eu já não tenho mais medo.

Enfim, as curiosidades ocultas (ou nem sempre ocultas) sempre são bem vindas e todos adoram ver de novo prestando o máximo de atenção com seus olhos de águia.

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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Felippe Alves


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