Os 11 anos de Ray of Light

A vida corrida e cheia de trabalhos (acadêmicos, não braçais) me impediu de postar uma data muito importante. 03 de março de 1998: os 11 anos do álbum Ray of Light, sétimo álbum de estúdio de Madonna. A obra-prima aclamada pela crítica mundial trouxe uma Madonna mais madura, espiritualizada e principalmente MÃE. Lourdes Maria, Lola, nasceu em 14 de outubro de 1996. A voz pós-musical Evita, de 1996, mais trabalhada e limpa, deu ao disco um toque de mestre. O trabalho destaca-se pela genialidade do produtor William Orbit, também responsáveis por grandes remixes como Justify My Love e Erotica. O álbum foi concebido num momento inspirado. Profundo, poético, inovador e inteligente. Composições elegantes refletiram o hábito voraz de leitura de Madonna como sonetos de Shakespeare. Patrick Leonard, produtor dos álbuns True Blue (1986) e Like A Prayer (1989), produziu quatro das faixas do álbum: Sky Fits Heaven, Frozen, The Power Of Goodbye e To Have And Not To Hold. A faixa que abre o álbum, Drowned World/Substitute For Love, Madonna reflete sobre o desejo compulsivo pela fama e como tudo pode se tornar passageiro na vida, levando-a um vazio imenso. Na relaxante faixa Swim, ela mergulha em águas metafóricas para lavar seus pecados. A faixa título, Ray Of Light, número 1 na Billboard, é ligada a 220V. Um ritmo acelerado e ácido com sintetizadores incríveis fazem como que se ela estivesse sendo levada a outras dimensões sem sair do lugar. Nothing Really Matters é uma autocrítica, refletindo sobre o egoísmo e por celebrar o fato de ser mãe. Frozen, o primeiro single de divulgação do álbum que chegou ao 2º lugar das paradas na revista Billboard, é sombria e melodicamente incrível. The Power of Goodbye é, poeticamente, uma história de um fim de um relacionamento amoroso, onde não tem mais pra onde caminhar. O álbum ganhou 4 prêmios Grammy, incluindo Melhor Álbum Pop. Ray of Light é uma mensagem de paz e felicidade interior.

PS.: O site Absolutment Madonna postou os instrumentais oficiais do álbum em alta qualidade, misteriosamente, próximo do aniversário do álbum. Seria isto proposital?

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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