A ilusão de se ter tudo

 

Para falar da crise atual, que tal falarmos um pouco de uma anterior? A crise americana de 1929 se deu às sérias dificuldades econômicas a partir de 1925 quando os salários dos trabalhadores não acompanharam o aumento da produção do café, causando um estocamento de mercadorias. O resultado da Grande Depressão, como foi chamada, foi um número alarmante de suicídios e desempregados, não só afetando os EUA, a grande economia pós Primeira Guerra Mundial, como todo o mundo. Como definir uma crise? O Aurélio diz: 1. Fase difícil, grave na evolução das coisas, dos sentimentos, dos fatos; colapso. 2. Deficiência, penúria. 3. Ponto de transição entre uma época de prosperidade e outra de depressão. O assunto mais falado é, indubitavelmente, a crise econômica. Uma economia mal administrada causa fatalidades. As pessoas são quem fazem a crise. Tudo começa no capitalismo, o modelo de primeira página para o mundo, o exemplo a ser s eguido. O sistema econômico que Karl Marx, filósofo socialista e grande conhecedor da economia, definiu que, mesmo sendo um sistema transgressor, não beneficiava a população em massa. Prevendo o futuro, Marx afirmou com convicção que o fim do capitalismo se daria numa crise geral. Inúmeras crises deram o ar da graça e mesmo assim o capitalismo selvagem ainda perdura. Vide a crise americana atual. Jovens americanos recém-formados tiveram seus empregos jogados no lixo logo na primeira semana na empresa. Diariamente, sai nos jornais depoimentos de políticos dizendo que é só um tempo, que tudo retornará ao normal, blá, blá, blá. Não é o que parece. O desemprego está aumentando a cada dia que passa, o preço dos alimentos e etc: no topo. As crianças já crescem com esse desejo súbito de possuir, são facilmente manipuladas e acostumadas a ter tudo. Por que não podem ser facilmente acostumadas a perder? A sociedade supérflua e iludida coloca a culpa da crise na economia. Por nunca estar com o pé no chão, o resultado está aí. Todos podem ver. A desigualdade se mostra poderosa. Quem é pobre fica cada vez mais pobre. Quem é rico fica cada vez mais rico. A não ser que o pobre faça sua fezinha na Mega Sena e ganhe. Ou então que o rico fique desempregado sem eira nem beira. Nem tudo dura eternamente, fato.


Texto acadêmico para a disciplina Sociologia da Comunicação

 

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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

2 Respostas para “A ilusão de se ter tudo

  1. Monika

    Adorei seu blog e principalmente esse artigo do ray of light!Parabéns.

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Felippe Alves


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