Leigos: o que fazer com eles?


Já havia postado aqui antes como a falta de inteligência das pessoas para interpretar certas coisas é gritante. Não deveria, mas chega a me irritar profundamente. Em primeiro lugar, não defendo um musicista apenas porque gosto dele (a). Defendo porque conheço seus princípios, logo o que o fez agir daquela forma. Completamente imbecil a forma que certas pessoas abrem a boca pra falar coisas sem saber de nada, se achando suficientemente espertos como se fossem os conhecedores supremos da razão. Isso acontece em grande parte com evangélicos. Em primeiro lugar, é ótimo ter um momento espiritual com Deus, ir à igreja. Na Bíblia está escrito em Mateus 7:1 “Não julgueis para que não sejais julgados“. De que adianta saber a palavra, se não a coloca em prática? A primeira coisa que muitas pessoas fazem ao ver atos que a desagradam (ou que simplesmente sem saber o porquê do ato e não pensa duas vezes antes de abrir a boca) é julgar. Julgar, julgar, julgar. A mensagem pode mostrar o contrário, mas se o que a pessoa faz logo de cara não agradar aos olhos de uma pessoa, ela já critica. O caso de John Lennon, que já foi postado aqui. Não só ele, como Madonna também já foi criticada por religiosos fanáticos. Em 92, o livro SEX e o álbum Erotica, a turnê The Girlie Show em que simula orgias em cima do palco ou então por algo mais banal ainda: o beijo que dá em Britney Spears no VMA de 2001. Em 2006, na turnê Confessions, Madonna se crucificou numa cruz de espelhos. Sim, foi polêmica, como todas as suas polêmicas. Mas sempre por trás das polêmicas, ela quer transmitir uma mensagem. Neste caso, em cima da cruz, tinha um contador que chegou no alarmante número 12.000.000. 12.000.000 de crianças que ficaram órfãs devido a epidemia de AIDS na Africa. Madonna sofreu muito antes de chegar aonde chegou, no topo, e canalizou a sua raiva na sua carreira lutando contra seus próprios demônios pra superar os momentos difíceis. Madonna perdeu a mãe aos 5 anos, foi estuprada em Nova York, teve relacionamentos amorosos infelizes e jurou pra si mesma que ia tentar esquecer esses maus momentos, lutando contra eles. E a maneira de lutar contra eles, foi polemizando tanto nos atos como na carreira criando casos semelhantes. O fato é: julgar é fácil. O problema é olhar pro seu interior. Essa história de ‘interior’ me fez lembrar uma história.

“Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido: ´Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!´ O marido observou calado. Três dias depois, também durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher comentou com o marido:´Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Não sei como ela não percebe a cor que estão os seus lençóis. Alguém precisa ensiná-la a lavar as suas roupas!´ E assim, a cada três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um mês, a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e, empolgada, foi dizer ao marido: ´Veja, ela aprendeu a lavar as roupas; será que a outra vizinha falou com ela e lhe deu sabão? Porque eu não fiz nada.´ O marido, calmamente, respondeu: ´Não, a diferença está no fato de que, hoje, eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da janela!´
E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações”.

Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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