Orador da turma? Não, obrigado!

Nada mais oportuno que começar este post com um pequeno prólogo da minha infeliz trajetória em frente ao público. Sobre algo que me aflige desde a infância: a oratória, a arte de falar em público. Desde criança tive problemas para me expressar diante de uma sala de aula ou com alguém que me deixasse nervoso (como foi o caso de hoje, minha primeira entrevista com um jornalista renomado, autor de muitos livros e muitos feitos).

Isso sempre me afligiu, fez-me sentir diferente dos outros, uma aberração ou sei lá. Algo que nos aflige nem sempre tem explicação concreta. Mas juro que tentarei ser o mais claro possível. Seminários pra mim sempre foram uma tortura. Ou então leitura coletiva. Rezava pra nunca chegar na minha vez, mas como eu sempre fui racionalista demais, nunca fugi dos problemas. Metia as caras ‘literalmente’ por mais que fosse constrangedor pra mim. Enfrentando o medo, sendo bem sucedido ou não, sinto que futuramente serei recompensado e então subitamente olharei pra trás e ver que aquilo foi um aprendizado. De que adianta eu ter um diploma de Jornalismo na mão daqui a três anos se eu não exercer a minha capacidade de expressar-me em público? Não quero um diploma apenas para enfeitar minha parede ou pra encher o currículo. Quero provar que pra mim não há limites para a expressão e principalmente pra impôr-me um desafio. Um desafio que, bem mentalizado, será uma grande reviravolta: “ser o orador da minha turma na formatura de Jornalismo” (!)

Sinto que estarei realmente preparado para a carreira quando fizer algo significativo para a minha melhora, pra minha emancipação retórica. Mas como o sucesso não cai do céu, o que devo fazer é entrar em aulas de teatro ou de locução radialista. Só terei a certeza da erradicação da ansiedade e do nervosismo enfrentando o medo. E sinto que isso vai acontecer. Agradeço às pessoas que acreditam que eu posso melhorar. Já pensei em desistir muitas vezes, em jogar tudo pro alto. Mas na verdade, o que isso me traria? Só o fato de ser um medroso? Mais do que isso. A imagem do fracasso e sinceramente, não é isso que eu quero pra mim. Hei de ser o orador. Hei de olhar pra trás e ver que passei pela tempestade. Depois das trovoadas, aparecerá um raio de luz no final. O sinal de que tudo acabou. E que a vida tem de continuar.


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Sobre Felippe Alves

Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

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Felippe Alves


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