Cena inspirada em Fahrenheit 451

 

- Que medicamentos sua mulher toma?
- Só um momento.
- Encadernados, vermelhos, 500mg…
- São só sedativos inofensivos. Ela provavelmente misturou outra coisa perigosa por cima que não deu liga.
- Só um momento, vou verificar

Ele vai até a esposa desacordada na cama e pergunta:
- O que você tomou por cima dos comprimidos usuais, querida?

 

*risos da platéia*
*livremente inspirado de uma cena de Fahrenheit 451*

Cinema | Crítica Instantânea | Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (The Way He Looks)

(pra ouvir lendo o texto: THERE’S TOO MUCH LOVE, Belle and Sebastian) http://youtu.be/FXAbar6PzRA

PS.: Antes conseguia inserir os vídeos pelo Live Writer, mas agora o thumbnail não quer aparecer. Mas o link está aí, obrigado, de nada.

Sem delongas, porque eu tava há tempos querendo falar sobre esse filme que começou como um curta metragem. Dirigido por Daniel Ribeiro e protagonizado por Daniel Audi, Ghilherme Lobo e Tess Amorim, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é um filme incrível. Repito, incrível. Tanto o curta como o longa. Se complementam. O curta soa como um trailer, ao meu ver. Há mudanças sutis no percorrer, mas a essência é a mesma. Trata um tema sério com leveza e doçura.

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Leonardo (Lobo), um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca do seu lugar, de sua independência. Saber lidar com suas limitações e a super proteção da mãe são coisas necessárias de seu cronograma. Sua inseparável melhor amiga, Giovana (Amorim) se decepciona ao saber da vontade dele de fazer um intercâmbio, com o intuito de se libertar desses fatores do seu cronograma chato. Pequenas brigas com os pais acontecem aqui e ali, mas no geral, a convivência é pacífica. O pai é bem mais compreensivo que a mãe, entende que ele é jovem, quer lidar com o mundo afora e ter novas experiências e tal. Mas quer que o filho saia de casa pelos motivos certos. Com a chegada de um novo aluno na classe, Gabriel (Audi), Léo é despertado por sentimentos até então desconhecidos e sua forma de “ver” o mundo é completamente modificada.

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Que trilha. Ai ai, que trilha sonora. Músicas como Spiegel im Spiegel (que tocou em bastante filme já, por sinal), Modern Love (Bowie, rei das trilhas, tendência), as peças clássicas de Schubert (já vista em Barry Lyndon), Tchaikovsky, Bach, entre outros só acentuam a sensibilidade do filme. Músicas que cresci ouvindo e, sem dúvida, me relacionei bastante. E, por último mas não menos importante, a música chave do filme: There’s too much Love, Belle and Sebastian, se encaixou como uma luva. Até o título em inglês foi muito bem sacado: The Way He Looks. Tanto que tive que dar destaque a ele no título da postagem.

O bullying mostrado no filme acontece sempre mesmo. Natural da idade certas idiotices. É realmente interessante que o preconceito dos colegas de classe era mais por Léo ser cego que homossexual, principalmente nos dias de hoje onde a homofobia e a ignorância não tem limites. Não estou dizendo que não teve piadinhas com esse cunho durante o filme, teve, mas o fato de ele ser cego ocasionou bem mais gracinhas. Outro ponto: não sexualizar demais o assunto, como outros filmes (não estou criticando, é só um ponto que faz HEQVS ser único e sensível).

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Os atores: Daniel Audi, Ghilherme Lobo e Tess Amorim: a química dos três, a amizade deles. Dá gosto de ver a leveza das cenas, as risadas, as brigas e como logo de cara Gabriel se deu bem com os dois que, aparentemente, eram os menos populares da turma, ao invés de se juntar com os mais populares e irritantes. Ele tinha tudo pra se juntar aos populares: beleza, carisma e etc, só pra constar. A forma como o longa se desenrola, as sensações (por um lado convicta, pelo outro nem tanto), a convivência, o companheirismo de Gabriel e Léo, nada soa exagerado ou forçado. É tudo tão natural, saca?

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O final, bem, como era de se esperar mesmo. O que se falou sobre esse filme, o hype todo em cima dele: não foi a toa. Sensibilidade, doçura, REALIDADE. Não só do Léo, mas como de muita gente. E é uma pena que o preconceito impere. No filme, impera de modo mais moderado, mas não exclui o fato de na vida real ser ainda pior a aceitação. Um filme pra ser passado nas escolas, SIM. De respeito.

É capaz que ainda esteja em cartaz. Até semana passada tinha horários disponíveis, só pra constar. Deixo aqui com vocês o curta metragem, cujo título original é EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO, que é uma ótima introdução ao longa. Como eu disse logo no começo da crítica: se complementam. Assim como os carismáticos personagens. Bem, não consegui inserir o vídeo com thumbnail e tudo, mas pode clicar aqui http://youtu.be/1Wav5KjBHbI

Tranquilo, não é vírus. Aqui é um blog de família, obrigado, de nada.

"Ah, Donna. Não gosto desse desenho. Vamos trocar de canal, vai"

fantastico mundo de bob

Laura Palmer achou ofensivo e mandou trocar de canal

Ausência de Movimento

Ainda escuro, ele saiu de uma festa/reunião. Entrou num prédio público aparentemente com o intuito de ir ao banheiro. A porta entreaberta, viu uma cena visceral, stripped down, que o fez recuar. Ao sair do misterioso prédio, num intervalo de tempo que não chegou nem a um minuto, constatou que o céu clareou.

Aquelas ruas cinzas e tristes indicavam uma segunda de manhã. Uma biblioteca abandonada sempre sintonizada no mesmo canal. Teriam os livros se recusado a entrar em extinção? Aqueles corredores não viam alma alguma há muito, a não ser a do velho senhor responsável.

Ao longo de uma década, a mesma pessoa era a responsável por um surrado carrinho de pipoca. Ausência de movimento. A temida rotina assustava aquele jovem há mais de dez anos.

FAHRENHEIT 451 | Análise Literária e Cinematográfica

(Não se incomodem com o uso do discurso indireto-livre neste post. É natural o blogueiro entrar na pele da personagem. Isso acontece quando ele menos espera. Sejam pacientes. Ou simplesmente caiam fora antes de começar a ler.)

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Queimar era um prazer. Excitante. Ninguém podia com o fogo. O crepitar das chamas era equivalente a um grande teatro, onde cada nota ecoava como uma grande orquestra sinfônica. Todos paravam pra ver o fogo: quem por ali passava e, claro, o responsável por ele. A água podia apagá-lo, mas não podia apagar sua essência, seu brilho da memória dos mortais. Assim como os livros. É justamente aí que reside a analogia dessa história que será contada. Hoje em dia, certas pessoas pessoas dizem que “livro” seria um bom elogio. “Oh, você está tão ‘livro’ hoje”. Bem, justamente nas páginas deste romance em questão, existiram, de fato, as “Pessoas-Livro”. Bem, essa parte ainda será contada. Tudo ao seu tempo.

Como pôdem ter visto no título da postagem, trata-se do romance visionário (você vai entender o porquê de ele ser visionário mais pra frente) de Ray Bradbury, Fahrenheit 451, publicado em 1953. “Por que o número 451, o que ele significa?”, perguntou Clarisse McClellan. É a temperatura que as folhas dos livros atingem ao serem queimadas. Este romance de ficção científica trata-se de uma distopia: termo que pode ser usado como um fingimento pra falar do futuro quando, na verdade, nada mais é que uma crítica ferrenha ao passado e o presente.

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Imaginem um lugar onde os livros ameaçam totalmente um sistema. Um sistema totalitário onde a leitura é terminantemente proibida. Um lugar onde balanços e bancos de praça deveriam ser destruídos, porque só de pensar em pessoas sentadas conversando, devaneando, era inadmissível. As pessoas paravam de ler por conta própria, por medo de sofrerem repressão do governo: “vamos, leia o livro:  não tem nada de interessante nele, mas sabemos que a curiosidade pra saber o que contém nele te corrói”. Literalmente. O querosene e as chamas que o digam. Aquela “falsa liberdade”. Liberdade que o homem jamais poderia suportar.

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Guy Montag, o protagonista, é um bombeiro que passa por uma séria crise existencial e percebe que vive uma vida de mentira ao lado da esposa Mildred, que passa o dia na frente da TV com seus “parentes” televisivos ou com fones de ouvido, isolada do mundo real. Todos nessa época em questão chamavam uns aos outros de “primos”, claro, pra forjar certa cortesia e interesse pelos demais. Clarice McClellan, uma jovem “pensante”, diferente de todos os outros (exceto os próprios tios), reflete sobre o mundo e o que tem nele, diferente de todos, ela olha as pessoas nos olhos e gosta quando os outros demonstram o mesmo interesse que ela.

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Depois que Guy a conhece, ele fica ainda mais fascinado pelos livros, livros que ele mantinham escondidos por anos até da esposa. Ironicamente, durante e depois da reflexão toda, o bombeiro recebe uma proposta de promoção no emprego do Capitão Beatty, chefe da equipe, inquisidor-mor. Abomina os livros mas, por outro lado, sabe cada citação de cor. Sabe muito bem o que deseja destruir. Faber, um ex-professor que trabalhava numa editora antes da proibição dos livros, se torna uma espécie de esperança ao bombeiro e o ajuda na missão de se rebelar contra a ditadura em que é obrigado a viver, lutando pela preservação da memória, pelos pensamentos. Numa das missões, Montag e Beatty passaram na casa de uma mulher que se recusou a sair de dentro de sua imensa biblioteca particular. Depois de terem espalhado todo o querosene, a própria acendeu um fósforo e se perdeu dentre as chamas. Ela conhecia a lei. Só se recusou a seguí-la a risca.

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Antigamente, os bombeiros apagavam incêndios. Hoje, eles começam um. Porque é viável pra eles. É viável pro sistema. Sistema que prega a igualdade, igualdade essa ameaçada pelos livros. Mas o que tem de tão ameaçador neles? A resposta já está presente na própria pergunta. Vejamos, “Ética”, de Aristóteles. Qualquer um que tenha lido, vai se achar um passo a frente do outro. E bem, não é isso que o governo quer. A única forma de atingir a felicidade é: todos devem ser iguais.

Essa era a desculpa de Beatty para a exterminação dos livros: trazer felicidade ao mundo, superar o preconceito. O intuito era se livrar de tudo aquilo que incomodava, que os forçava a pensar. Mas até onde isso seria positivo? A mulher de Montag não se lembrava de como conheceu o marido ou o que fazia em tal dia…Detalhes importantes sobre a vida eram esquecidos graças a vida vazia, onde a conversa e as lembranças não tinham poder algum. “Comprei um presente pra você pra comemorar…bem, esqueci o que exatamente, mas espero que goste”. Reflitam. Veja bem, ele não queria exterminar a comunicação em si: só queria evitar que aquilo se tornasse profundo demais. Profundo. Saber demais se tratava do ego inflado, da prepotência.

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Exemplos. Um livro sobre câncer de pulmão…”Os fumantes estão preocupados, para tranquiliza-los, nós queimamos o livro”. Na escola, sempre tinham raiva daquele que sabia de tudo, daquele que sabia de todas as respostas das perguntas. Era sempre o tirado pra Cristo pelos demais alunos. Saber mais era, automaticamente, o inferno que o indivíduo teria que suportar pelo resto da vida, de acordo com Beatty. Os escritores eram sempre cheios de si com suas teorias e filosofias baratas que, no final de tudo, eram sempre as mesmas. Um livro é uma arma carregada na casa do vizinho. A escolaridade é abreviada, a disciplina relaxada, as filosofias, as histórias e as línguas são abolidas, gramática e ortografia pouco a pouco negligenciadas, e por fim, quase totalmente ignoradas. A vida é imediata, o emprego é que conta, o prazer está por toda a parte depois do trabalho. Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas. Não deixe a melancolia infestar nosso mundo de felicidade.

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Beatty estranha o comportamento de Montag e desconfia que ele esteja escondendo alguns livros que rouba durante as missões. Eis que, logo depois de Guy pedir demissão do corpo de bombeiros, o capitão pede que ele se junte a todos pela última vez. Guy fica sem palavras quando percebe que o carro para em frente a sua própria casa. A máscara caiu. Assim como seus livros de cada esconderijo. No livro, uma denúncia anônima. No filme, adaptado com louvor por François Truffaut em 1966, sua mulher Linda (no livro ela se chama Mildred), o denuncia, pois não suportava mais a casa, o ambiente.

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Linda representava o povo: o medo daquilo que ela desconhecia, daquilo contido nos livros. Quando ela tocava um livro sem querer, ela se assustava, como se estivesse tocando num rato morto. Sempre se teme aquilo que não é familiar. Sobre o final de Beatty: fascinante. E pode-se dizer que ele provocou o próprio desfecho. E por vontade própria. Curioso. Tanto no livro, como no filme, é o mesmo final. Sem mais detalhes.

Sobre as “Pessoas-Livro”. Os rebeldes que conseguiam fugir se refugiavam em florestas próximas a linhas de trem e memorizavam o conteúdo dos livros pra quando o regime passasse. Daí o nome “Pessoas-Livro”. A frase “você está tão ‘livro’ hoje” nunca fez tanto sentido. Logo depois de acabar de ler um livro, queimavam-no. Claro, logo depois de memorizá-lo. Você até pode destruir o livro físico, mas não pode apagá-lo de vez da memória de cada um deles.

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No prefácio do livro da 2ª edição do Fahrenheit 451 publicada em 2012, Freud, ao saber que seus livros estavam sendo queimados em praça pública pelos nazistas em 1933, disse: “Que progresso estamos fazendo. Na Idade Média, teriam queimado a mim; hoje em dia, se contentam em queimar meus livros”. Assim como os discos dos Beatles queimados por religiosos fanáticos depois da polêmica (e mal interpretada) frase de John Lennon: Os Beatles são mais populares que Cristo. Ringo Starr disse: “Ah, não tem problema: eles vão comprar tudo de novo mesmo”. O título da obra de Salvador Dali, Persistência da Memória, se encaixa perfeitamente aqui: essa era a única forma de salvar os  livros: armazenando-os num lugar onde ninguém poderia tirar.

Atualmente, claro, a leitura não é proibida. E muito menos valorizada. A população atual, por que não?, adoraria viver neste lugar, onde o superficial e a imagem eram mais importantes que qualquer coisa. Como viver com alguém repreendendo pensamentos ou tentando bloqueá-los? O sistema quer cada vez mais pessoas desinteressadas (lê-se burras) para que possa dominá-las apenas com diversão. “Mantenham-nas se divertindo, mantenham-nas sempre em movimento”. Se pararmos pra pensar, isso não é diferente da nossa realidade. Daí o motivo de Fahrenheit 451 ser considerado um romance visionário. Ele se passa numa época não muito distante da nossa. E o pior de tudo: os livros não precisam virar cinza pra provar isso tudo. Pra provar o atraso mental.

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O filme dirigido por Truffaut é bem fiel ao livro, apesar de sutis mudanças no decorrer de algumas cenas em relação às páginas. De mudanças sérias, as únicas são a ausência do Sabujo – o cão de caça mecânico farejador – e do velho sábio Faber, ex-professor. Não vou dar mais detalhes, pois é importante que você leia e assista pra comparar. Como eu sempre digo, nada de estragar surpresas. E ah, por último, mas não menos importante: a trilha sonora é de ninguém menos do que BERNARD HERRMANN. Sim, os violinos freneticamente friccionados dele também se encaixaram como uma luva no longa.

Outro questionamento interessante: de onde vem o sangue? Vejam bem, quando Linda (Mildred) é encontrada desacordada por Montag em seu apartamento por ter tomado comprimidos supostamente pra insônia, ao invés de chegar um médico, vem dois enfermeiros e substituem o sangue dela e ela fica nova em folha. A pele fica alvíssima e Linda fica radiante e no outro dia ela nem lembra que desmaiou. De onde vem o sangue? Será um simples banco de sangue? Ou será sangue daquele que desobedeceu a lei? É tão fácil assim substituir todo o sangue do corpo de uma pessoa? Uma pessoa tem cerca de 5 ou 6 litros de sangue, só pra constar.

Apesar de algumas linhas desses parágrafos parecerem spoilers, acreditem, elas não são completas. Pra buscar as respostas com exatidão, leia Fahrenheit 451.

PS.: A cena dos livros sendo folheados pelo vento e queimados em seguida é dolorosa, mas não deixa de ser poética. Truffaut acertou em cheio. Poesia visual. Além de diversas obras conhecidas serem citadas. Uma verdadeira (e singela) aula de literatura.

Confira a ficha técnica do filme no Filmow http://filmow.com/fahrenheit-451-t4999/

Obrigado, de nada.

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Sobre meus gastos com Livros, DVDs e CDs…

Não me arrependo de nada. Absolutamente nenhum centavo gasto nas livrarias. I’m Not Sorry. It’s HUMAN NATURE.

Sambando On The Dance Floor, bitches!

Meu Amigo Gregor Samsa

Solícito e educado. Ficou quietinho pra eu fotografá-lo. Com vocês, meu amigo do coração, Gregor Samsa.

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Nossa, como você é seguro de si mesmo –not

Só em sonho mesmo que eu tentava levantar a moral de uma pessoa que, claramente, é super segura na vida real.

“Pegue sua beleza, inteligência e canalize para as coisas boas”, e isso e aquilo, blá blá blá. E eu super seguro e prestativo. Aham, senta lá.

E então essa pessoa citou que Laura Palmer era sua personagem favorita e era em quem ela se espelhava na vida. E eu: “sério? tô lendo pela segunda vez”

Daí, pra chegar a uma estação de trem de um conservatório musical, era preciso pegar o ônibus. O motorista desse ônibus tinha umas fitas que comprometiam a integridade de um policial e então começou a fuga! E nesse caminho, até o trem, fui encontrando pessoas que passaram pela minha vida, amigos, professores…

McLuhan, Off Broadway, conversas e até chegar na estação (imaginária, claro) tive que caminhar por um beco escuro e, finalmente quando entrei no trem,… O sonho acabou. John Lennon curtiu isso. E, provavelmente, você também.

Precisa-se de espelhos

O ser humano é como a fênix: sempre renasce.

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A Fênix construía a própria pira pra se consumir nas próprias chamas. Só que o ser humano tem uma vantagem que a ave não tem: ele reconhece a própria estupidez.

Se o ser humano se lembrar das coisas estúpidas do passado, talvez ele não precisasse cavar e saltar dentro das próprias covas. Sim, porque no simples ato de viver, querendo ou não, o ser humano cava a própria pira funerária. Cabe a ele tentar amenizar isso.

Duas camadas. Um simples espelho reflete não só o que está por fora, mas também o interior de cada pessoa. Infelizmente só prestam atenção na primeira camada. Já que só prestam atenção no exterior, é necessária uma tática.

Precisa-se de espelhos. Que tal uma fábrica onde só fabricasse espelhos? Mas não qualquer tipo de espelho. Um espelho que com uma espécie de raio-x. Assim, as pessoas dariam uma boa olhada em si mesmos.

Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

What we´re gonna do right here is go back

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