Sobre meus gastos com Livros, DVDs e CDs…

Não me arrependo de nada. Absolutamente nenhum centavo gasto nas livrarias. I’m Not Sorry. It’s HUMAN NATURE.

Sambando On The Dance Floor, bitches!

Meu Amigo Gregor Samsa

Solícito e educado. Ficou quietinho pra eu fotografá-lo. Com vocês, meu amigo do coração, Gregor Samsa.

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Nossa, como você é seguro de si mesmo –not

Só em sonho mesmo que eu tentava levantar a moral de uma pessoa que, claramente, é super segura na vida real.

“Pegue sua beleza, inteligência e canalize para as coisas boas”, e isso e aquilo, blá blá blá. E eu super seguro e prestativo. Aham, senta lá.

E então essa pessoa citou que Laura Palmer era sua personagem favorita e era em quem ela se espelhava na vida. E eu: “sério? tô lendo pela segunda vez”

Daí, pra chegar a uma estação de trem de um conservatório musical, era preciso pegar o ônibus. O motorista desse ônibus tinha umas fitas que comprometiam a integridade de um policial e então começou a fuga! E nesse caminho, até o trem, fui encontrando pessoas que passaram pela minha vida, amigos, professores…

McLuhan, Off Broadway, conversas e até chegar na estação (imaginária, claro) tive que caminhar por um beco escuro e, finalmente quando entrei no trem,… O sonho acabou. John Lennon curtiu isso. E, provavelmente, você também.

Precisa-se de espelhos

O ser humano é como a fênix: sempre renasce.

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A Fênix construía a própria pira pra se consumir nas próprias chamas. Só que o ser humano tem uma vantagem que a ave não tem: ele reconhece a própria estupidez.

Se o ser humano se lembrar das coisas estúpidas do passado, talvez ele não precisasse cavar e saltar dentro das próprias covas. Sim, porque no simples ato de viver, querendo ou não, o ser humano cava a própria pira funerária. Cabe a ele tentar amenizar isso.

Duas camadas. Um simples espelho reflete não só o que está por fora, mas também o interior de cada pessoa. Infelizmente só prestam atenção na primeira camada. Já que só prestam atenção no exterior, é necessária uma tática.

Precisa-se de espelhos. Que tal uma fábrica onde só fabricasse espelhos? Mas não qualquer tipo de espelho. Um espelho que com uma espécie de raio-x. Assim, as pessoas dariam uma boa olhada em si mesmos.

A 28 de março de 1986 nascia…

Stefani Joanne Angelina Germanotta

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Há quem chame de louca, bizarra, a definição do pacto, exibicionista, enfim, do diabo a quatro (?). Mas de uma coisa não devem duvidar: do talento e competência musical dela.

Claramente, ela se difere e se destaca no atual cenário pop. Se inspira nos bons, se rodeia de bons produtores e preza pela pureza dos vocais, característica que, na música dance/eletrônica, anda cada dia mais escassa.

E o, mais importante, acredita no que prega. Na sua arte. Estudante (e fã assídua) da arte moderna, sempre insere elementos da mesma no seu trabalho, como todo bom artista que se preze – Elton John, Madonna, Bowie, etc. Não chamaria isso de cópia e sim de releitura. É o que falta na música pop atualmente: performance, referência. Ela segue os passos de Madonna nesse quesito, com maestria. Suas músicas, a maioria delas, são sobre ela mesma. Mas são histórias contadas sob uma ótica diferente. Ninguém melhor do que ela pra cantar sobre si mesma. Nada é jogado. Tudo é bem pensado, coeso, bem ligado.

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Antes da fama, suas canções tinham uma pegada rock. Stefani deu vida à persona Lady Gaga que, por sua vez, investe no dance/eletrônico, por questões contratuais. Não só contratuais, mas pessoais. Mas não é só isso. Cada disco de Gaga tem o seu lado Stefani, uma canção rock inspired.

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Assim como já se envolveu com o jazz e se mostrou extremamente competente no estilo. Que venham discos alternativos – que a gravadora JAMAIS a deixaria lançar – e mais provocações. Que ela continue diferente das demais. E que enfrente a gravadora e nunca abaixe a cabeça quando quiser algo diferente. Porque afinal, ela já se consolidou.

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Lady Gaga é o Mr Hyde de Stefani Germanotta. Se completam. Que essa persona, diferente do romance de Robert Louis Stevenson, viva sempre em harmonia e que essa convivência não saia do controle. Ela é própria tela em branco esperando pela tinta. Há quem ache exagero da minha parte dizer isso, mas são anos escutando e entendendo cada letra, cada performance, cada referência desta desgraçada.

Como a crítica da Rolling Stone disse sobre Gaga: quanto mais excessiva e extravagante ela for, mais honesta ela vai soar.

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Madonna MITANDO no New Music Seminar

Por essas e outras que essa mulher é FODA. No começo da carreira, não tinha medo de expor suas opiniões e nunca (NUNCA) se calar.

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Esse seminário que ela participou (New Music Seminar), em 1984 (estava prestes a lançar o LIKE A VIRGIN, segundo disco de carreira), ela dividiu a bancada com James Brown e John Oates. Eles debatiam a importância do videoclipe e se isso afetava ou não a definição de um músico, digo, ao meu ver, se aparecer num videoclipe era mais importante que a música em si. Abaixo, o vídeo da conferência:

Vou tentar traduzir livremente o debate em poucas palavras:

Madonna: Videos podem ter uma audiência limitada por um lado, mas pelo outro você pode chamar a atenção de pessoas que talvez nunca consigam chegar a ver você performar ao vivo, então isso é um grande avanço *interrompe James Brown”, Desculpe, mas…você sabe que crianças de hoje vivem em frente a TV, então eu acho que é uma grande forma de atingí-los.

John Oates: Eu realmente lamento muito o fato de uma criança crescer ouvindo rádio, o grande legado da música que fazemos, sonhando tocar a guitarra, tocar a bateria e, de repente, ele tem de se tornar um ator (reforçando a idéia de que ele tem que dar vida a uma persona, a um alter ego, ou seja, “teatralizar” demais e isso atrapalhar a essência da performance). Para mim, não faz sentido de forma alguma. Se alguém quiser isso, tudo bem, mas no que me diz respeito, eu sempre quis ser um músico e esse ainda é o meu propósito.

Madonna: Sim, mas então, quanto você canta/toca num palco, você (automaticamente) está atuando (você dá parte – ou a maior parte – de si mesmo à sua persona, à sua presença de palco), isso é uma performance, certo, e então alguém aponta uma câmera em você, qual a diferença nisso tudo?

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ESSA! ESSA RESPOSTA! Não só deu uma boa resposta, como definiu a música pop nos anos que viriam a seguir. É inevitável: música e imagem ANDAM juntos. Doa a quem doer. Michael Jackson curtiu esse post, if you know what I mean. Eles (Brown e Oates) provavelmente pensaram: “quem essa popstar sem talento acha que é, que petulância, blá blá blá”. Mas ela não disse nada mais que a verdade.

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Sempre muito boa com as palavras, sempre com uma resposta na ponta da língua, o atrevimento dela de dizer o que pensa. Interromper James Brown (educadamente, diga-se de passagem, porque estava na vez dela de falar).

É isso que difere Madonna das outras: inteligência, bons argumentos, não dá foras. Por isso conseguiu levar sua carreira tão longe. O próprio Oates reconheceu a razão dela. Esse seminário é, indubitavelmente, um dos momentos mais ÉPICOS da carreira da Madonna. É um desses momentos que a gente assiste e que dá ORGULHO de ver, de presenciar tamanha sensatez.

Atrevimento, sensatez, bom marketing, carisma e, claro, talento. Vida longa à RAINHA! Aprendam, novatas!

“uh oh! chegaram os policiais da arte!”

Sobre a “”””””””””polêmica””””””””””” apresentação do vômito em Swine da Lady Gaga no Festival SXSW Boldstage: má interpretação:: a gente vê por aqui. Swine é uma música sobre estupro, onde a personagem em questão sofre abusos do cenário fonográfico. O tema por si só é desagradável. Não queriam uma performance floreada com lavanda all over the place? Claramente, sdds interpretação. Essa artista inglesa Millie Brown pinta quadros com próprio vômito: leite com corante. Já trabalhou com a Gaga antes. Não sei qual o estardalhaço todo ZZzzzzzZzZ

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Esse “fuck you, pop music” vai ser mal interpretado até umas horas. Ela tá meio puta com a América e ela diz que essa é a arte dela, entendam quem quiser. Ela não tá mais tão acessível quanto as outras cantoras pop da atualidade, onde tudo é fácil de entender. A América tá meio que rejeitando Gaga. Eu li um texto sobre isso. Eles colocam um artista no pedestal e depois param de dar o devido valor. A América põe lá no topo, mas quando ela quer… boicota mesmo. Quando não agrada mais, não tem mais o que fazer.

É como diz no livro FAHRENHEIT 451, de Brad Bradbury (não com as palavras exatas, mas vou tentar reproduzir aqui): as pessoas preferem o mastigado, eles temem tudo que não é de fácil entendimento. Se não entendem um filme, um livro, uma performance, logo julgam. Sempre preferem o convencional, zona de conforto é sempre melhor pra elas. Já dizia Michael Jackson: quanto maior a estrela, maior o alvo.

Essa perseguição aconteceu com gente da véia e vai continuar acontecendo com outros. Normal. Quantos artistas underground dos anos 80 fizeram isso e coisa muito além? O que a Madonna foi criticada até não poder mais com o LIVRO SEX em 1992?

Sempre existiu ARTE PERFORMÁTICA. Não é só cantar e sair do palco, fim. Cada um tem um conceito. Se já foi feito por alguém ou não, não faz diferença. Quantos artistas por aí não utilizam referências de movimentos artísticos e recriam, mesclam eles, e criam algo seu?

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ARTE é um termo subjetivo. Não restrinjam o termo “ARTE” só pro barroco, pro impressionismo, coisas que a gente aprende na escola/faculdade. Cada um expressa sua arte como quer: seja com sangue, vômito, etc. Claro, usando o bom senso. Não que nem banda por aí, por exemplo, que joga até urina em quem assiste o show. Há quem diz que a arte precisa ser sentida, não compreendida. Eu até acho que deva ser compreendida, sim. Mas quem quiser apenas sentir, tem o direito de só sentir.

Fotos: RDT Lady Gaga

STOP THE DRAMA! START THE MUSIC!

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VAMOS ANALISAR VILÃS MEXICANAS?

Esse post nasceu num comentário num post alheio. Depois virou um post no Facebook. Depois veio pro Blog. Am I reaching for the stars? You haven’t seen nothing yet.

Paola Bracho (A Usurpadora) era uma vilã cômica. Nunca matou ninguém. Só infernizava. Sempre queria dinheiro pra se divertir. Até no leito da morte, onde se arrependeu nos 45 do segundo tempo pra não pagar aluguel pro diabo.

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Soraya Montenegro (Maria do Bairro) sim! Matou um monte de gente, incluindo o médico cúmplice dela (que ajudou a megera forjar a própria morte) e o marido rico pra infernizar a enteada e a preceptora cujo nome, por ironia do destino, era ESPERANÇA. A roteirista da novela tinha um senso de humor descarado. Gosto assim. Oh ok, voltando pra análise.

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Soraya se livrou de uma morte de uma queda do 7° andar, mas não das chamas da cabana de Ajusco. E não se arrependeu das maldades não. Nada disso: morreu gritando “MALDITOS”.

SIM, Alicia Keys a homenageou neste single que tocou até no inferno. Nem o capiroto aguenta mais GIRL ON FIRE. Mas Soraya ficou emocionada com a homenagem, não tenham dúvidas disso, caríssimos.

Diretamente de um futuro não muito distante…

… um cara ocludos, cabeludo e não muito fácil de lidar pede licença pra entrar numa sala de aula universitária.

No lado oposto da sala se encontrava um menino atento e um tanto presunçoso, que vestia um suéter vermelho e óculos pretos. Gesticulava bastante e, sempre que possível, fazia alguma piada cretina, como mecanismo de defesa.

O cara de temperamento difícil, porém contido, perguntou:

- Professora, posso dar um recado pra aquele menino de vermelho do outro lado da sala?

- Claro, esteja a vontade.

Ao invés de pedir licença e sugerir que o jovem rapaz entusiasmado saísse da sala para que conversassem a sós, ele foi logo entrando e, sem cerimônia, socou com tudo o nariz do menino. E terminou dizendo:

- Isso é pra você aprender a não criar expectativas demais, seu ridículo.

Logo depois, o agressor disse:

- Obrigado, pode continuar sua aula.

Já não podíamos distinguir, no suéter, o que era o tecido e o que era o sangue.

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Devaneios. Presente se confronta com o passado e o passado não consegue se defender.

Cinema | Crítica Instantânea : Her

Her, dirigido e roteirizado por Spike Jonze, é uma ótima pedida e grande merecedor das indicações ao Oscar 2014: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original (“The Moon Song”, de Karen O) e Melhor Design de Produção.

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Mas independente das premiações – que nem sempre são justas – nossa, que filme digno. Não só pela fotografia, que é linda (o jogo de cores no escritório do protagonista), as paisagens, os passeios e tudo o mais, mas pela beleza da Scarlett Johanson ser tão presente, mesmo não estando em corpo e carne no filme (oh ok).

Her trata-se de um filme cujo assunto é uma variante do universo digital e suas reflexões e como a tecnologia influi fortemente no ser humano. No caso de Theodore, personagem de Joaquin Phoenix, escritor, recém separado da mulher, instala um novo sistema operacional que possui inteligência artificial que entende sua personalidade e necessidades a cada resposta, assim traçando seu perfil. Nada de teclado, mouse. Voz e movimentos corporais.

O computador e o celular, sempre ligados ao fone de ouvido, interagem com ele sob uma voz sussurante e rouca de Samantha, voz de Scarlett Johanson. Claro que não demora muito até ele se apaixonar perdidamente por ela. Bem, e ela por ele. Ela o entende como ninguém. Seu passado, seu presente. Ela realmente consegue sentir o que ele sente. O pensamento de Samantha em relação ao mundo dos humanos muda completamente e ela fica fascinada e, como ela mesmo diz, ela evolui com toda e qualquer situação que ela venha a passar.

Mas…ela é um sistema operacional. Desde quando ela tem sentimentos? Engraçado que, no decorrer do filme, de tanto conviver com o Theodore, ela acaba adquirindo manias dele, como de suspirar, por exemplo. Mas desde quando ela precisa de oxigênio? Outra questão: ela é exclusivamente dele? A interação entre eles vão ficando cada vez mais forte e quando ele descobre que não é “exclusivo”, a coisa muda de figura. Como ela irá dizer isso tranquilamente ao amado humano? Vai ficando cada vez mais difícil suportar um relacionamento sem se tocarem, sem o mundo físico. Não, uma alternativa curiosa sugerida pelo inteligente Sistema Operacional não deu lá muito certo.

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Até onde chega a capacidade de “duas pessoas” (no caso, uma só apaixonada pelo computador) que se amam perceberem se seu relacionamento é real ou, no caso, apenas uma programação. Algo completamente utópico um sistema operacional inteligente captar com precisão as preferências de uma pessoa e, automaticamente, aceitar seus defeitos sem pestanejar. O até então feliz escritor colocou fé nesse romance justamente por ser fácil demais, por se encaixar perfeitamente nos gostos dele? É raro o sistema operacional discordar dele em algo, vamos combinar. O filme também critica (de forma poética, claro) o mundo virtual, que cada vez mais separa o ser humano um do outro, assim privando-o de sentimentos reais.

Scarlett exala beleza com sua voz rouca sexy e misteriosa e a atuação de Joaquin Phoenix está digna do Oscar, porém, não foi indicado nessa categoria, por ironia do destino. O que é, de fato, um relacionamento? A tendência é justamente extinguir a interação humana, o corpo a corpo? É possível programar o nosso par perfeito? Sem mais delongas, vão ver HER. Já. Obrigado, de nada.

Felippe Alves


Jornalista, 20 e poucos anos, amante assíduo da arte e da música. Dono do próprio blog. Sem sucesso pra trabalhar na área. Tenho células suicidas (elas não me suportam e colocam substitutas no lugar). Não sei o que é real ou o que é fantasioso. E definitivamente não sei lidar com MUITAS coisas.

What we´re gonna do right here is go back

abril 2014
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